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terça-feira, 15 de novembro de 2011

Ricardo Gondim faz nova declaração polêmica sobre gays

Postado por: Unknown às 22:49

Pastor questiona mais uma vez a interpretação tradicional das Escrituras

Ricardo Gondim faz nova declaração polêmica sobre gays
Perguntado se era favor da união civil entre homossexuais, sua resposta foi contundente: “Sou a favor. O Brasil é um país laico. Minhas convicções de fé não podem influenciar, tampouco atropelar o direito de outros. Temos de respeitar as necessidades e aspirações que surgem a partir de outra realidade social. A comunidade gay aspira por relacionamentos juridicamente estáveis.
A nação tem de considerar essa demanda. E a igreja deve entender que nem todas as relações homossexuais são promíscuas. Tenho minhas posições contra a promiscuidade, que considero ruim para as relações humanas, mas isso não tem uma relação estreita com a homossexualidade ou heterossexualidade”.
Além de muitas críticas de outros pastores por conta desta posição, isso fez com que o pastor Gondim deixasse, após muitos anos, de ser colunista da revista Ultimato.
Dizendo-se o “herege da vez”, na mesma reportagem, Gondim explicou seu desgaste com os demais pastores por conta de suas posições teológicas a respeito de outras declarações suas a respeito da natureza de Deus e a interpretação da Bíblia.
O Brasil vive um clima de “guerra” declarada na luta pelos direitos da comunidade gay e a postura ferrenha dos pastores que veem nisso uma tentativa de destruir a família tradicional. Se por um lado a violência contra os homossexuais tem sido constantemente denunciada de forma acertada e o discurso religioso apontado [para alguns, de maneira equivocada] como um dos causadores, por outro, a tentativa de proibir qualquer expressão de pensamento contrário à prática homossexual é visto como censura.
Há, de fato, um elemento complicador nesse debate. Por isso, ao que nos parece, um consenso está longe de ser alcançado.
No início deste mês, em outra matéria da revista Carta Capital que questionava “Ser gay é pecado?”, Gondim voltou a falar sobre a questão homossexual. Sua declaração pareceu ambígua:
“A Bíblia, infelizmente, tem sido usada para defender quaisquer posicionamentos, desde a escravidão (sobram textos que legitimam a escravatura) ao genocídio. Como o sexo é uma pulsão fundamental da existência, o controle sobre essa pulsão mantém um fascínio enorme sobre quem procura preservar o poder. Assim, o celibato católico e a rígida norma puritana não passam de mecanismos de controle. O uso casuístico das Escrituras na defesa de posturas consideradas conservadoras ou ‘ortodoxas’ não passam, como dizia Michel Foucault, de instrumentos de dominação”.
Sem tomar posição sobre ser ou não ser pecado (a pergunta levantada pela revista), ele se exime de uma declaração teológica, optando por tratar o assunto dentro da esfera das “relações de poder”.
O pastor Zwinglio Rodrigues, por exemplo, não acredita ser esse o caminho mais indicado. Questionado pelo Gospel Prime sobre a declaração de Gondim, escreveu:
“Para o já falecido Foucault, a temática sexo demonstra de forma cristalina o interesse de um dado poder político [o qual chamo aqui de xy] em condicionar o comportamento e a conduta do sujeito. A partir disso, dá-se uma super-repressão dominadora que objetiva satisfazer os interesses do poder político xy. A isso é dado o nome de biopoder.
Quando Gondim fala sobre ‘o uso casuístico das Escrituras na defesa de posturas consideradas conservadoras ou ‘ortodoxas’, ele acusa os cristãos conservadores de ser o poder político xy. O interesse desse grupo é a [suposta] manutenção do status quo na visão ‘gondiniana’. Eu discordo frontalmente dessa conclusão.
Nossa abordagem do assunto parte do ensino claro das Escrituras, coisa que, em minha opinião, o senhor Gondim já abandonou a muito tempo. Não há projeto de poder por trás do nosso discurso. O que existe é fidelidade a textos como Romanos 1:24-27 que desaprova a prática homossexual e demonstra o estado de pecado dos praticantes do homossexualismo  que precisam se reconciliar com Deus através do Mediador Jesus Cristo. Essa conversa sobre dominação, nesse caso, não passa de um papo sociológico que não respeita a Bíblia. Definitivamente, nosso interesse nada tem a ver com repressões e dominações, mas com a libertação dos cativos pelo conhecimento da Verdade [Jo 8:32, 36]”.
Certamente entre os evangélicos brasileiros existe quem tome um partido ou outro. Como em tantas outras questões, não há uma posição única no meio protestante. O que parece ser a questão principal é como a interpretação de textos bíblicos usada até hoje continuará sendo ensinada.
No momento em que as autoridades governamentais passam a reconhecer  a possibilidade de casamento entre pessoas do mesmo sexo, resta às igrejas apenas ensinar a maneira como cada uma crê. O grande dilema de nossos tempos, evidenciado mais uma vez nessa matéria da revista, é que as vozes dissonantes dentro da igreja evangélica mais confundem do que esclarecem os “de fora”.
Ao mesmo tempo em que há pastores e pastoras defendendo que uma pessoa não precisa mudar de opção sexual, outros tantos não abrem mão de lembrar a necessidade de um novo nascimento.
Quando uma revista secular se dispõe a perguntar a cristãos de diferentes tradições se “Ser gay é pecado?” e ouve ao mesmo tempo, “sim”, “não” e “depende”, é sinal de que o conceito de pecado já não é mais o mesmo para os evangélicos brasileiros.
Confira a matéria completa da Revista Carta Capital aqui

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Após polêmica sobre “volta de Cristo ser uma utopia”, Pr. Gondim se explica

Postado por: Parcerias Servos em Belém às 23:54


Após polêmica sobre “volta de Cristo ser uma utopia”, Ricardo Gondim publica texto explicando sua convicção
O pastor Ricardo Gondim usou seu blog para explicar sua teoria sobre a Volta de Cristo. No artigo “O que penso sobre a volta de Cristo” ele fala sobre o livro que ele indicou aos pastores durante um congresso da Igreja Betesda. Aos pastores ele dizia, baseado na obra “Teologia da Esperança” de Jürgen Moltmann, que a volta de Cristo é uma utopia, mas acreditar nela nos fazer cumprir os mandamento de Deus.
Gondim usa o texto para expor alguns dados sobre a obra escatológica de Moltmann que foi publicado em 1964. Entre o conceito político e religioso da época, o líder da Betesda faz citações de trechos dessas obras.
“Mas como falar de um futuro que ainda não existe e de acontecimentos vindouros aos quais ninguém ainda assistiu? Não se trataria aí de sonhos, especulações, desejos e temores, todos necessariamente vagos e indefinidos, já que ninguém pode verificá-los?”. Diz um trecho da obra “Teologia da Esperança”.
“No cristianismo, as análises são provisórias. Tudo depende do desenrolar das perspectivas e suas possibilidades futuras. Conceitos teológicos não devem engessar a realidade, mas ampliá-la pela esperança e assim antecipar seu futuro,” escreve o polêmico pastor sobre a escatologia.
Sobre a volta de Cristo ele diz que acredita que Ele voltará, mas que essa afirmação não gera comodismo em sua alma. “Afirmar que Cristo virá de fora (transcendência) significa dizer que a ação humana (imanência) não consertará a história. O Deus que encarnou retornará, de fora da história, trazendo juízo, cura e esperança. Naquele dia, o horizonte utópico se desfará e entenderemos o porquê de toda a mobilização que nos incentivou a trabalhar pelo Reino.”
Encerrando o texto ele ainda acrescenta que a “Profecia [sobre a volta de Cristo] é incentivo, nunca entorpecimento.”
Leia o artigo na íntegra abaixo:
Fonte: Gospel Prime

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Declarações de Ricardo Gondim sobre a volta de Cristo deixam pastores indignados

Postado por: Unknown às 16:43

Gondim disse em uma reunião de pastores que o Arrebatamento da Igreja é uma utopia
Declarações de Ricardo Gondim sobre a volta de Cristo deixam pastores indignados
O vídeo onde o pastor Ricardo Gondim ensina os pastores da Igreja Betesda que o Arrebatamento da Igreja é uma utopia causou revolta entre pastores e escritores de outras denominações.
Alguns chegaram a dizer que esse declaração prova que ele é realmente o herege da vez, título já concedido por outras declarações como negar a soberania de Deus sobre o mundo e também por defender o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
O pastor Ciro Sanches Zibordi, que é editor e colunista do Christian Post chegou a dizer em seu blog que o líder da Betesda criou a escola “gondimista” que tem se revelado “antibíblica e relativista” ao defender o ateísmo aberto, apoiar a união entre pessoas do mesmo sexo e também por não acreditar no Arrebatamento da Igreja.
“Como pode um pastor, que já foi um referencial de pregador no Brasil, ignorar as promessas do Senhor registradas em João 14.1-3 e Apocalipse 22.20?” Questiona o pastor Ciro.
Renato Vargens, escritor e pastor da Igreja Cristã da Aliança, também ficou inconformado com os dizeres do pastor da Betesda sobre a Volta de Cristo, uma das principais doutrinas cristãs que ele classificou como uma utopia, ou seja, algo que não vai acontecer.
O escritor pede aos seus leitores para que orem pelo pastor da Betesda, pois ele “brevemente se transformará em um falso profeta”, diz Vargens que confessa já ter admirado as palavras de Gondim em outros tempos.
Quem também manifestou sua opinião sobre os ensinamentos deste vídeo foi o pastor Leonardo Gonçalves, editor do blog Púlpito Cristão, que fez um pequeno resumo sobre a esperança dos cristãos pela volta de Cristo e citou alguns textos bíblicos que comprovam que Ele voltará.
Falando sobre a reunião de pastores da Betesda, Gonçalves escreve que o líder da denominação “enveredou de vez no terreno dos falsos profetas” principalmente ao citar uma obra de Jurgen Möltmann, considerado pelo editor do Púlpito Cristão como um escatólogo de linha liberal.
Essa “é a prova cabal de que Gondim há tempos deixou de beber nas fontes sagradas para embriagar-se das heresias de Charles Hartshorne, Jurgen Moltmann, Overback, etc. Gondim definitivamente trocou Jesus por Nietzsche, Paulo por Karl Marx, Pedro por Clark Pinnock e o céu pela terra,” escreveu Leonardo Gonçalves.
Fonte: Gospel Prime

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Download – Pregações Evangélicas - Várias Mensagens - DVDRip

Postado por: Parcerias Servos em Belém às 13:18

São 9 pregadores de diversas denominações falando a respeito da palavra de Deus, as mais diversas mensagens, excelente pra quem quiser crescer no conhecimento de Deus.

 

Pastores Inclusos: Silas Malafaia |  Ricardo Gondin | Ed René Kivtz |  Edson Kawano | Juanribe Pagliarin | Salmon Nobre | Marco Feliciano | Yosef Akiva | Neil Barreto

 

Nome Original: Pregações Evangélicas - Várias Mensagens | Direção: Servos em Belém | Lançamento: 2011 | Duração: Mtas  | Qualidade: DVDRip | Áudio: 10 | Vídeo: 10 | Formato: AVI | Tamanho: 3.5 Gb | Ídioma: Português | Legenda: S/L



VÁRIOSSERVIDORES
Fileserve: Parte 01 – Parte 02 – Parte 03 – Parte 04
Bitshare: Parte 01 – Parte 02 – Parte 03 – Parte 04
Megaupload: Parte 01 – Parte 02 – Parte 03 – Parte 04

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Jean Wyllys irá propor uma moção de aplausos para o pastor Ricardo Gondin

Postado por: Unknown às 14:27

O nome do pastor foi lembrado em uma conversa sobre religiosos que apóiam os direitos civis dos homossexuais
Jean Wyllys irá propor uma moção de aplausos para o pastor Ricardo Gondin
O deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) escreveu em seu Twitter que irá propor uma moção de aplausos para o pastor Ricardo Gondin.
A conversa surgiu quando ele elogiava o texto do Frei Betto, um representante de Igreja Católica que saiu em defesa dos direitos civis para homossexuais e em defesa do Estado Laico.
Por causa dessa luta em favor do grupo LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Travestis), Jean Wyllys estava propondo aprovar na Câmara uma moção de aplausos para o religioso.
Uma de suas seguidoras pediu para ele incluir o pastor da Igreja Betesda nesta moção já que ele vem sofrendo uma série de “retaliações” da comunidade evangélica por também defender a causa LGBT.
Fonte: Gospel Prime

terça-feira, 7 de junho de 2011

Direito de Resposta: Igreja Betesda comenta a saída do pastor Edney Melo

Postado por: Unknown às 12:45

O texto assinado pelo Presidente da Betesda do Ceará fala de 
alguns dos temas apresentados pelo pastor explicando sua saída
A Igreja Betesda do Ceará entrou em contato com o Gospel Prime, para esclarecer a matéria publicada pelo site falando sobre o texto escrito pelo pastor Edney Melo que explicou os motivos pelo qual estava se desligando da denominação.
Por meio desse contato a Betesda pede o direito de resposta para apresentar aos leitores deste site a sua versão do fato. Entre os tópicos apresentados nesta resposta a igreja diz que “jamais orientou seus pastores para uma ‘aceitação teológica’ da homossexualidade, muito menos para abençoar uniões homoafetivas”.
O texto assinado pelo Presidente da Betesda do Ceará, pastor Domingos Sávio Rodrigues Alves, também mostra a versão do ministério fundado por Ricardo Gondim sobre a ressurreição e outros ensinamentos doutrinários da igreja.
Leia o direito de resposta da Igreja Betesda do Ceará:

DIREITO DE RESPOSTA

“A Igreja Betesda do Ceará, atingida que foi pelas declarações do seu ex-pastor Edney Melo, vem a público esclarecer que:
1. A Betesda sempre incentivou seus pastores a estudar, refletir e elaborar ensinamentos bíblicos com liberdade e responsabilidade, que sejam compatíveis com a realidade da vida e as ansiedades causadas pelo contexto social.
2. Percebe-se que o mundo inteiro passa por grandes e rápidas transformações que provocam sucessivas crises éticas, lançando desafios para uma igreja reflexiva fazer perguntas difíceis sobre temas complexos, e ao mesmo tempo e propor respostas orientadas pelos ensinamentos bíblicos.
3. A Igreja Betesda postula a realidade da crucificação e ressurreição de Jesus como providência amorosa do Deus trino (Pai, Filho e Espírito Santo) para a reconciliação com a humanidade; postula a ressurreição dos mortos para o juízo final, da vida eterna e da condenação, do céu e do inferno.
4. A Igreja Betesda jamais orientou seus pastores para uma “aceitação teológica” da homossexualidade, muito menos para abençoar uniões homoafetivas. No plano estritamente religioso, recebemos todas as pessoas que se dispõem a ouvir a palavra de Deus, crendo que o Espírito Santo possa convencê-las ao arrependimento e a seguir no aprendizado dos caminhos do Senhor. Ainda no plano estritamente religioso, não nos cabe trancar nossas portas para viciados, mentirosos, adúlteros ou criminosos, sejam eles heterossexuais, homossexuais, republicanos ou democratas. Nós pregamos a palavra e cremos no milagre da conversão.
5. Todavia, consideramos vergonhosa e diabólica a opressão civil de minorias. Todo regime político fundamentalista (religioso, econômico, científico) é pobre, doente e nocivo aos seres humanos. A democracia pressupõe a convivência e tolerância mútuas, a abertura para dialogar e encontrar soluções que compatibilizem as opiniões e interesses da maioria com os direitos inalienáveis das minorias, sejam essas étnicas, religiosas ou culturais.
6. Esses assuntos são estudados e ensinados nos cultos doutrinários, nos cursos de batismo e nas pregações dominicais. Como instituição, damos ênfase à busca de uma relação pessoal de cada servo e filho com o Deus criador, ao aprendizado e amadurecimento que se espera de um cristão.
7. No tocante ao Pr. Edney Melo, lamentamos profundamente a sua partida, sem que houvesse de sua parte sinal algum de descontentamento. Se ele ouviu, entendeu ou presenciou algo diferente do que foi aqui exposto, não foi como orientação ou dogma da Igreja, mas talvez como conversa informal entre membros, ou ainda mera especulação. Caberia a ele, como líder que é, discernir opiniões pessoais de posições institucionais.
8. Por fim, confiamos que o Pr. Edney Melo honrará as pendências financeiras causadas por sua saída silenciosa e unilateral, cujas circunstâncias a Igreja não exporá, em respeito ao cidadão Edney Melo.
Pr. Domingos Sávio Rodrigues Alves
Presidente da Betesda do Ceará”
Fonte: Gospel Prime

sábado, 4 de junho de 2011

Liderança de jovens da Igreja Betesda sai em defesa de Ricardo Gondim

Postado por: Unknown às 23:51

O texto compara a luta pelos direitos civis homossexuais com a luta de Martin Luther King Jr pelos direitos dos negros
Liderança de jovens da Igreja Betesda sai em defesa de Ricardo Gondim
A liderança do grupo de jovens da Igreja Betesda resolveu se manifestar através de um blog para defender o líder da igreja, o pastor Ricardo Gondim, das críticas que ele vem recebendo desde que declarou a uma revista que apoia a luta dos direitos civis entre homossexuais.
O texto publicado começa comparando a luta pelos direitos do grupo LGBT (Lésbiscas, Gays, Bissexuais e Transexuais) com a luta pelos direitos civis dos negros americanos na década de 50. Assim como, naquela época, os pastores brancos não queriam que os negros tivessem direitos, hoje os pastores evangélicos não querem dar direitos civis aos homossexuais.
Enquanto lá nos Estados Unidos tinha a voz de um pastor negro, defendendo os seus, o pastor Ricardo Gondim está se manifestando em favor da minoria. “Cada época tem seu argumento bíblico conveniente para oprimir as minorias,” diz o texto.
Para eles as críticas referidas ao líder da Betesda são injustiças. “Não é de hoje que os ataques acontecem, mas pioraram dramaticamente depois de sua entrevista à Carta Capital, quando se posicionou a favor de estender direitos civis aos homossexuais, garantindo-lhes o reconhecimento jurídico de união estável perante o Estado.”
O grupo questiona que a maioria das pessoas que criticam Gondim não conhece seu ministério e só estão repetindo as falas de seus líderes. “Interessante é que a maior parte de seus acusadores e perseguidores nunca leu um livro que ele escreveu, ou um artigo, uma entrevista, nunca foi à um culto na igreja Betesda (…). Apenas repete o discurso inflamado de seus líderes e pastores que vêem no livre-pensar do Gondim uma ameaça.”
De acordo com os fieis a pregação de Gondim aos domingos fala sobre todos os tópicos da fé cristã: o nascimento de Jesus, sua morte na Cruz e a salvação por meio da fé. Por isso eles afirmam que quem dizer que Gondim é uma ameaça para o evangelho é “um pretexto” para tentar calá-lo.
“O Dr. Martin Luther King Jr. também já foi acusado de herege pelos pastores poderosos de sua época – e libertou um povo oprimido, dando a eles direito à cidadania.”
Seguindo com a comparação o grupo se posiciona ao lado do fundador da igreja e diz que se ele for herege da mesma forma que Martin Luther King, Martinho Lutero, os apóstolos e a até mesmo como Jesus, então Gondim está em um excelente caminho.
“Heresia pressupõe uma verdade absoluta. Na fé cristã essa verdade é o Amor, não uma doutrina ou um dogma. Por isso não consideramos o Ricardo Gondim um herege, pois nunca o vimos relativizar a revelação que Deus é Amor. Ele é um herege apenas para quem considera alguma doutrina e lei absolutas. Mas nesse caso, King, Lutero, os apóstolos e o próprio Jesus também eram, então o Gondim está em ótima companhia, e seguindo um excelente caminho.”
Texto na íntegra aqui
Fonte: Gospel Prime

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Ricardo Gondim lamenta a perseguição que tem sofrido

Postado por: Parcerias Servos em Belém às 10:50

Apesar das críticas ele não pretende deixar a altivez de suas palavras
O pastor Ricardo Gondim voltou a usar o blog para falar sobre as críticas que tem recebido por causa de suas frases e por sua “inclinação” ao pensamento humanista.
No novo texto ele comenta que recebeu uma mensagem de um rapaz de 24 anos com palavras ácidas que o fizeram ter uma leve taquicardia.
Recentemente o líder da Igreja Betesda foi desligado da revista Ultimato, por quase 20 anos o pastor foi um dos colunistas dessa importante publicação.
Apesar de tudo isso, ele escreve que não vai se fragilizar diante das acusações. “Os dias são bicudos. Mas não vou fragilizar-me diante de algozes, ainda noviços na arte de difamar e enxovalhar. Não darei o privilégio de verem as lágrimas que derramo por escolher um caminho acidentado,” escreveu.
Gondim também diz que permanecerá altivo e antes de dar explicações, dará satisfações à sua própria consciência. No texto ele explica as razões que o levaram a apoiar os direitos civis dos homossexuais.
“Quando a lei protege um segmento da sociedade, acaba por alcançar os que não fazem parte daquele segmento. Por que insisto em fazê-lo? Porque acredito que Jesus, o meu senhor e salvador, o faria.”
Em uma entrevista a revista Carta Capital, o pastor defendeu o Estado laico e o reconhecimento da união civil entre pessoas do mesmo sexo.
Outra polêmica que fez com que Gondim recebesse muitas críticas, inclusive de líderes evangélicos, foi afirmar que Deus não está no controle do mundo, palavras ditas em janeiro deste ano quando um terremoto destruiu várias cidades do Japão.

Leia o texto na íntegra aqui.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

“Que Deus NÃO nos livre de um país evangélico”, afirma o bispo Robinson Cavalcanti

Postado por: Unknown às 18:51

Fazendo diferença entre o joio e o trigo ele agradece a Deus por
todos os missionários que trouxeram as igrejas congregacionais
O bispo Anglicano Robinson Cavalcanti escreveu um texto agradecendo a Deus por ele não ter livrado o Brasil dos imigrantes que trouxeram o evangelho até nós.
Ele fala também sobre os problemas sociais que temos no país e que acredita que o Brasil seria melhor “com uma Igreja madura que, sem fugas alienantes, adesismos antiéticos ou tentações teocráticas, possa “salgar” e “iluminar” com os valores do Reino.”
Por esse motivo é que ele escreve pedindo para que Deus não nos livre de ter um país cada vez mais evangélico. Vale lembrar que alguns dias atrás, o pastor Ricardo Gondin causou polêmica ao escrever um artigo com o titulo “Deus nos livre de um país evangélico“.
Leia o artigo completo:
“Uma primeira constatação é que estamos ainda distantes de ser um “país evangélico”: quarenta milhões da população é formada por miseráveis; uma insegurança pública generalizada; uma educação pública de faz-de-conta; uma saúde pública caindo aos pedaços, assim como as nossas estradas, a corrupção endêmica no aparelho do Estado, o consumo da droga ascendente, prostituição, discriminação contra os negros e os indígenas, infanticídio no ventre, paradas de orgulho do pecado, uma das maiores desigualdades sociais do mundo. Uma grande distância do exemplo de vida e dos ensinamentos de Jesus de Nazaré, cujas narrativas e palavras somente conhecemos por um livro chamado de Bíblia, que o mesmo citava com frequência, e que foi organizado por uma entidade fundada pelo próprio: uma tal de Igreja. Uma grande distância da ética e da “vida abundante” apregoada pelas Boas Novas, o Evangelho.
Percebemos sinais do sagrado cristão em nossa História e em nossa Cultura, mas, no geral, ficando na superfície. Se os símbolos importassem tanto, o Rio de Janeiro, com aquela imensa estátua do Cristo Redentor, deveria ser uma antecâmara do Paraíso.
Como cidadão responsável, e como cristão, como eu gostaria que o meu País fosse marcado pela justiça, pela segurança, pela paz, fruto do impacto das Boas Novas, do Evangelho. Sinceramente, gostaria muito que tivéssemos um Brasil mais evangélico.
Fico feliz que Deus não tenha nos livrado da imigração dos protestantes alemães, suíços, japoneses, coreanos, e tantos outros. Fico feliz pelo seu trabalho e por sua fé.
Fico feliz por Deus não nos ter livrado do escocês Robert R. Kalley, médico, filantropo e pastor escocês, fugindo do cacete na Ilha da Madeira (Portugal), pioneiro da pregação do Evangelho entre nós, nos deixando as igrejas congregacionais. Ele nem era norte-americano, nem fundamentalista, pois esse movimento somente surgiria meio século depois. Eram norte-americanos, e também não-fundamentalistas os pioneiros das igrejas presbiteriana, batista, metodista e episcopal anglicana que vieram ao Brasil na segunda metade do século XIX.
Fico feliz por Deus não nos ter livrado desses teimosos colportores que varavam os nossos sertões sendo apedrejados, vendendo aquelas Bíblias “falsas”, cuja leitura, ao longo do tempo, foi tirando gente da cachaça e dos prostíbulos, reduzindo os seus riscos de câncer de pulmão, cuidando melhor de sua família, como trabalhadores e cidadãos exemplares.
Fico feliz por Deus não ter nos livrado desses colégios mistos, desses colégios técnicos (agrícolas, comerciais e industriais), trazidos por esses missionários estrangeiros, em cujo espaço confessei a Jesus Cristo como meu único Senhor e Salvador. E, é claro, tem muita gente agradecendo a Deus por não nos ter livrado do voleibol e do basquetebol introduzido pioneiramente nesses colégios… nem pelo fato do apoio à Abolição da Escravatura, à República ou ao Estado Laico.
Por essas e outras razões, é que vou comemorar (com uma avaliação crítica) com gratidão, dentro de seis anos, os 500 anos da Reforma Protestante do Século XVI, corrente da Cristandade da qual sou militante de carteirinha desde os meus dezenove anos.
Essa gratidão ao Deus que não nos livrou dos protestantes de imigração e dos protestantes de missão, inclui, sinceramente, os protestantes pentecostais, herdeiros daquela igreja original, dirigida por um negro caolho (afro-descendente portador de deficiência visual parcial, na linguagem do puritanismo de esquerda, conhecido por “politicamente correto”)…, mas que abalaria os alicerces religiosos do mundo. Eu mesmo sou um velho mestiço brasileiro e nordestino, e não me vejo como um ítalo-luso-afro-ameríndio de terceira idade…
Olhando para o termo “evangélico”, usado sistematicamente na Inglaterra, a partir de meados do século XIX, como uma confluência da Reforma e de alguns dos seus desdobramentos, como o Confessionalismo, o Puritanismo, o Pietismo, o Avivalismo e o Movimento Missionário, com paixão missionária pelo Evangelho que transforma, dou graças a Deus que Ele não nos tenha livrado da presença dos seus seguidores e propagadores. Até porque, por muito tempo, não tivemos presença fundamentalista (no sentido posterior) e nem do liberalismo, pois esses últimos são bons de congressos e revoluções de bar, mas não muito chegados a andar de mulas por sertões nunca antes trafegados…
Minha avó é quem dizia que “toda família grande vira mundiça”, se referindo ao fato de que quando qualquer instituição, grupo ou movimento social cresce, é inevitável que ao lado do crescimento do trigo haja um aumento significativo do joio. Nesse sentido, o protestantismo e o evangelicalismo brasileiro são normais (com desvios e esquisitices), mas, garanto que temos muitíssimo mais trigo (às vezes armazenados nos celeiros, quando deveriam estar sendo usados nas padarias). No meu tempo só tinha crente militante e desviado; depois apareceram os descendentes, os nominais, os de IBGE, os bissextos e os ocasionais.
No sentido histórico dou graças a Deus pelo localizado movimento fundamentalista nos Estados Unidos, em reação ao racionalismo liberal, pois também afirmo a autoridade das Sagradas Escrituras, o nascimento virginal, a cruz expiatória, o túmulo vazio e a volta do Senhor. Depois o termo foi distorcido por um movimento sectário, antiintelectual, racista, e hoje é aplicado até ao Talibã, em injustiça à proposta original
Quanto ao Tio Sam, nem todo republicano é evangélico, nem todo evangélico é republicano, embora, de época para época, haja deslocamentos religiosos-políticos naquele país. Eu mesmo não tenho muita simpatia (inclusive aqui) pelo Partido do Chá (Tea Party), pois tenho longa militância no Partido do Café e no Partido do Caldo de Cana com Pão Doce.
A Queda do Muro de Berlim assinalou o ocaso da modernidade e o início de uma ainda confusa pós-modernidade, com a mundialização da cultura anglo-saxã, no que tem de bom e no que tem de mau, mas, como nos ensina Phillip Jenkins, a Cristandade está se deslocando do hemisfério Norte para o hemisfério Sul, e, inevitavelmente, revelamos nossas imaturidades, que devem e podem ser superadas.
Agora, todo teólogo, historiador ou sociólogo da religião sérios, perceberá a inadequação do termo “protestante” ou “evangélico” (por absoluta falta de identificação caracterizadora) com o impropriamente chamado “neo-pentecostalismo”, na verdade seitas para-protestantes pseudo-pentecostais (universais, internacionais, mundiais, galáxicas ou cósmicas), e que é algo perverso e desonesto interpretar e generalizar o protestantismo, e, mais ainda, o evangelicalismo brasileiro, a partir das mesmas.
O avanço do Islã e a repressão aos cristãos onde eles dominam é um “óbvio ululante”, a defesa da vida em relação ao aborto, à eutanásia, aos casais que não querem ter filhos, ao homossexualismo, o atentado ao meio ambiente (“cultura da morte”) é coerente com o princípio da Missão Integral da Igreja na “defesa da vida e da integridade da criação”.
A identidade evangélica se faz por um rico conteúdo e não por antagonismo ou relação reativa a conjunturas.
Sabemos que o mundo jaz do maligno, que o evangelho será pregado a todo ele, mas não que todos venham a se converter, e que descendentes de cristãos nem sempre continuam nessa fé. Assim, o Brasil nunca será um País totalmente cristão, protestante ou evangélico, mas creio que será bem melhor com uma Igreja madura que, sem fugas alienantes, adesismos antiéticos ou tentações teocráticas, possa “salgar” e “iluminar” com os valores do Reino.
Para isso necessitamos (na lícita diversidade protestante quanto a aspectos secundários e periféricos) de líderes sólidos e firmes, vestindo a camisa do nosso time com entusiasmo e garra para o jogo, sem se perderem em elucubrações estéreis, de quem já perdeu a fé na Palavra, não acredita mais na Queda, nem na Redenção, nem na singularidade de Cristo, deixando uma geração órfã de heróis.
Assim, espero que Deus não nos livre dessa presença cultural transformadora; que Deus não nos livre de ser, cada vez mais, um País evangélico.
A Ele, Onipotente, Onisciente e Onipresente, Senhor do Universo e da História, com os anjos e arcanjos, coma Igreja Triunfante e a Igreja Militante, intercedendo por todos que atravessam crises espirituais, seja toda a honra e toda a glória!”

Robinson Cavalcanti
Artigo retirado do Pavablog