segunda-feira, 9 de maio de 2011

Bancada evangélica propõe lei para impedir casamento gay em igrejas evangélicas

Postado por: Edson Araújo às 09:27 Comente

Proposta visa a evitar ''constrangimentos para a religião'' à luz da 
decisão do Supremo Tribunal Federal sobre união homoafetiva.
Após o STF reconhecer a união estável entre pessoas do mesmo sexo, a bancada evangélica quer incluir na legislação um dispositivo para impedir que igrejas sejam obrigadas a celebrar cerimônias de casamento entre homossexuais. Para integrantes do movimento LGBT, a medida visa a tirar o foco da discussão sobre os direitos civis dos homossexuais.
O presidente da Frente Parlamentar Evangélica, deputado João Campos (PSDB-GO), diz que a proposta visa a evitar constrangimentos para a religião. Ele afirma que a intenção é evitar a existência de decisão judicial que obrigue a realização de cerimônia. “Seria bom tornar isso explícito para evitar que algum juiz preconceituoso, atendendo a alguma demanda específica, possa dar uma sentença impondo uma ação dessa a alguma igreja.”
Campos afirmou que em Goiânia houve uma decisão liminar obrigando uma igreja evangélica a realizar casamento de pessoas que não seguiam a igreja e isso poderia acontecer também no caso de homossexuais. A frente presidida por Campos conta com 76 deputados e 3 senadores.
“Desespero.” O deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), homossexual, diz que a proposta quer desviar o foco da discussão sobre os direitos civis. “Isso é desespero para jogar a opinião pública contra o direito civil. O direito é público, a fé é privada. Nenhum homossexual quer casar em igreja”, reiterou.
Wyllyse defende a aprovação de uma proposta de emenda constitucional para garantir o direito dos homossexuais ao casamento civil. Com isso, ressalta o parlamentar, as pessoas não precisariam mais recorrer à Justiça para ter direitos como de pensão, hereditariedade, tributários, entre outros.
A bancada evangélica quer esperar o detalhe da decisão do STF para saber a sua abrangência. Evangélico, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) afirma que é preciso ver qual a extensão do reconhecimento feito pelo Supremo para daí entender quais direitos foram estendidos.
Uma das dúvidas é se a adoção de crianças está ou não no âmbito da decisão. “Ainda tem muito oba-oba. Temos de conhecer o detalhe da decisão, é isso que vai nortear a ação do Congresso. Houve a decisão política do Supremo, mas precisa ver a natureza jurídica disso. O julgamento sequer acabou.”

Fonte: Estadão

Ninguém comentou :(

Postar um comentário

EM CASO DE DÚVIDAS:
- Seu comentário de preferência precisa ser relacionado com o assunto do post;
- Link quebrado ou algo assim, POR FAVOR avise o mais rapido possivel para que possamos corrigir;
- Cuidado com as palavras, não use palavrões e nem palavras que venham a ofender alguém. Comentários desse gênero não serão publicados;
- Se quiser deixar sua URL, comente usando a opção OpenID;
- Com as suas dúvidas exclaressidas... opine, discuta, verbalize, interaja;

QUE A GRAÇA E A PAZ DO NOSSO SENHOR E SALVADOR JESUS CRISTO ESTEJA COM TODOS VOCÊS!

VOLTE SEMPRE!

:a   :b   :c   :d   :e   :f   :g   :h   :i   :j   :k   :l   :m   :n   :o   :p