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sexta-feira, 15 de julho de 2011

O que a Bíblia diz sobre os homens das cavernas?

Postado por: Unknown às 21:54

Pergunta Bíblica: "O que a Bíblia diz sobre os homens das cavernas?"
O que a Bíblia diz sobre os homens das cavernas?
Resposta: Na verdade, a Bíblia não usa o termo “homem da caverna” ou de “Neanderthal”. De acordo com a Bíblia, não existe algo como homem “pré-histórico”. O termo “pré-histórico” significa “pertencente a uma era anterior aos tempos históricos” (http://michaelis.uol.com.br). Pressupõe que a narrativa bíblica é uma fabricação porque o livro de Gênesis recorda eventos que antecedem a criação do homem (quer dizer, os primeiros cinco dias da criação – o homem foi criado no sexto dia). A Bíblia é bem clara ao dizer que Adão e Eva eram seres humanos perfeitos no momento de sua criação e que não se desenvolveram em nenhum sentido de formas de vida inferiores.
Tendo dito isso, a Bíblia descreve um período traumático de reviravolta aqui na terra (o Dilúvio – Gênesis capítulos 6-9), durante o qual toda a civilização foi destruída por completo – com exceção de oito pessoas: Noé e sua família – e os homens foram forçados a recomeçar. É nesse contexto histórico que alguns estudiosos acreditam que homens viveram em cavernas e usaram ferramentas de pedra. Eles não eram primitivos; simplesmente não tinham nada. Certamente eles não eram metade macacos. A evidência fóssil deixa bem claro: os homens das cavernas eram humanos (por isso o termo “homem” das cavernas – homens que viveram em cavernas).
Há alguns restos de macacos fossilizados que paleoantrolopologistas darwinianos interpretam como sendo alguma forma de transição entre macacos e homens. Muitas pessoas aparentam pensar sobre essas interpretações quando imaginam os homens das cavernas. Elas imaginam seres metade homens, metade macacos, bem cabeludos, agachados em uma caverna perto do fogo, escrevendo nas paredes com suas ferramentas de pedra. Essa é uma concepção bastante comum, mas errada. E em relação a paleoantrolopologistas darwinianos, por favor lembre-se que essas interpretações refletem uma forma pessoal e religiosa de enxergar o mundo e não são o resultado direto de evidências. Na verdade, não só existe uma grande oposição a essas interpretações na comunidade acadêmica, mas até mesmo os cientistas Darwinianos não concordam entre si sobre os detalhes.
Infelizmente, a opinião mais popular se tornou nessa idéia de que o homem e macaco se desenvolveram dos mesmos ancestrais, mas com certeza essa não é a única interpretação plausível da evidência disponível. Na verdade, não existe evidência suficiente que sustente essa interpretação.
Quando Deus criou Adão e Eva, eles eram seres completamente humanos, capazes de comunicação, sociedade e de desenvolvimento (Gênesis 2:19-25; 3:1-20; 4:1-12). É quase engraçado considerar quão longe os cientistas evolucionários vão para tentar provar a existência dos homens das cavernas da pré-história. Eles acham um dente deformado em uma caverna e dessa “evidência” criam um homem deformado que viveu na caverna e que andava curvado como um macaco. Não é possível de forma alguma que ciência prove a existência dos homens das cavernas apenas com fósseis. Cientistas evolucionários simplesmente têm uma teoria e acabam forçando que a evidência se encaixe à sua teoria. Adão e Eva foram os primeiros seres humanos criados e eram completamente formados, inteligentes e eretos.

Por que Deus colocou a árvore do conhecimento do bem e do mal no Jardim do Éden?

Postado por: Unknown às 21:49

Pergunta Bíblica: "Por que Deus colocou a árvore do conhecimento do bem e do mal no Jardim do Éden?"
Por que Deus colocou a árvore do conhecimento do bem e do mal no Jardim do Éden?
Resposta: Deus colocou a árvore do conhecimento do bem e do mal no Jardim do Éden para dar a Adão e Eva uma escolha: obedecer ou não a Ele. Adão e Eva tinham liberdade para fazer qualquer coisa que quisessem, exceto comer da árvore do conhecimento do bem e do mal. Gênesis 2:16-17: “E ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda a árvore do jardim comerás livremente, Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás.” Se Deus não tivesse dado a Adão e Eva a escolha, eles seriam essencialmente robôs, simplesmente fazendo o que foram programados para fazer. Deus criou Adão e Eva para serem seres “livres”, capazes de tomar decisões, capazes de escolher entre o bem e o mal. Para que Adão e Eva fossem verdadeiramente “livres”, deveriam ter uma escolha.
Não havia nada essencialmente mal a respeito da árvore ou de seu fruto. É improvável que o fato de comer o fruto desse a Adão e Eva algum outro conhecimento. Foi o ato de desobediência que abriu os olhos de Adão e Eva para o mal. Seu pecado de desobediência a Deus trouxe o pecado e o mal para o mundo e para suas vidas. Comer o fruto, como um ato de desobediência contra Deus, foi o que deu a Adão e Eva o conhecimento do mal. Gênesis 3:6-7: “E viu a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento; tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela. Então foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que estavam nus; e coseram folhas de figueira, e fizeram para si aventais.”
Deus não queria que Adão e Eva pecassem. Deus sabia antes quais seriam os resultados do pecado. Deus sabia que Adão e Eva pecariam, e trariam, desta forma, o mal, o sofrimento e a morte ao mundo. Por que, então, Deus colocou a árvore no Jardim do Éden e permitiu que Satanás tentasse Adão e Eva? Deus colocou a árvore do conhecimento do bem e do mal no Jardim do Éden para dar a Adão e Eva uma escolha. Deus permitiu que Satanás tentasse Adão e Eva para forçá-los a fazer uma escolha. Adão e Eva escolheram, por seu livre arbítrio, desobedecer a Deus e comer do fruto proibido. O resultado: o mal, o pecado, o sofrimento, a enfermidade e a morte têm trazido aflição e dor ao mundo desde então. Os resultados da decisão de Adão e Eva foram que cada pessoa nascesse com uma natureza pecaminosa, uma tendência a pecar. A decisão de Adão e Eva é o que, em última análise, criou a demanda para que Jesus Cristo morresse na cruz e derramasse Seu sangue em nosso lugar. Através da fé em Cristo, podemos ser libertos das conseqüências do pecado, e livres do próprio pecado. Que possamos ecoar as palavras do Apóstolo Paulo em Romanos 7:24-25a: “Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte? Dou graças a Deus por Jesus Cristo nosso Senhor.”

O que é evolução teísta?

Postado por: Unknown às 21:48

Pergunta Bíblica: "O que é evolução teísta?"
O que é evolução teísta?
Resposta: Evolucionismo teísta, ou evolução teísta, é um dos três grandes pontos de vista sobre a origem da vida, os outros dois sendo a Evolução Ateísta (também conhecida como Darwinismo) e Criação Especial.
Evolução Ateísta diz que Deus não existe e que a vida pode emergir, e assim o fez, naturalmente de blocos de construção preexistentes e sem vida sob a influência de leis naturais (como a gravidade, etc.), apesar de que a origem dessas leis naturais ainda não pôde ser explicada. Criação Especial diz que Deus criou a vida de forma direta, do nada ou de matéria preexistente. Há uma grande variedade de hipóteses sobre a Criação Especial que refletem uma variedade de tradições teístas. Para o propósito deste artigo, vamos nos focalizar na perspectiva bíblica e Cristã.
Evolução Teísta diz uma de duas coisas. Primeiro, se existe um Deus, Ele não estava diretamente envolvido no processo de origem da vida. Talvez ele tenha criado os blocos de construção, talvez Ele criou as leis naturais, talvez Ele tenha criado essas coisas com a emergência natural da vida em mente, mas em algum ponto no início, Ele se afastou e deixou sua Criação assumir a direção. Ele a deixou fazer o que faz, seja isso o que for, e a vida eventualmente surgiu de matéria morta. Essa opinião é semelhante à Evolução Ateísta, pois as duas presumem um origem da vida naturalística.
A segunda alternativa da evolução teísta é que Deus não executou apenas um ou dois milagres para dar origem à vida como a conhecemos. Seus milagres foram numerosos. Ele guiou a vida passo a passo em um percurso que a transformou de uma simplicidade primitiva a uma complexidade contemporária, semelhante à Árvore da Vida Evolucionária de Darwin (peixes deram origem aos anfíbios que deram origem aos répteis que deram origem aos pássaros e mamíferos, etc). Onde a vida não pôde evoluir naturalmente (como pode um membro de um réptil dar origem a uma asa de pássaro naturalmente?), nesse momento Deus teve que intervir. Essa opinião é semelhante à Criação Especial, pois presume que Deus agiu de forma supernatural de alguma forma para dar origem à vida como a conhecemos.
Há várias diferenças entre a perspectiva da Criação Especial bíblica e a da Evolução Teísta. Uma diferença significante diz respeito às suas opiniões sobre a morte. Evolucionistas teístas tendem a acreditar que a terra existe há bilhões de anos e que a coluna geológica que contém fósseis representa longos períodos de tempo. Já que o homem não surgiu até bem tarde nos registros de fósseis, evolucionistas teístas acreditam que muitas criaturas viveram, morreram e se tornaram extintas muito antes do homem surgir. Isso significa que a morte existia antes de Adão e de seu pecado.
Criacionistas Bíblicos (como os Criacionistas que defendem a Criação Especial bíblica são chamados) acreditam que a terra é relativamente jovem e que o registro de fósseis surgiu durante o Dilúvio de Noé. Acredita-se que a estratificação de camadas ocorreu devido à liquefação e classificação hidrológica, ambas as quais podem ser observadas. Isso coloca o registro de fósseis, morte e o massacre que esse registro descreve como acontecendo centenas de anos depois do pecado de Adão.
Uma outra diferença significante entre as duas posições é como elas interpretam Gênesis. Evolucionistas teístas tendem a defender interpretações alegóricas da semana de criação de Gênesis 1. Criacionistas Bíblicos defendem uma interpretação literal das 24 horas de Gênesis 1. (Leia também “Gênesis capítulo 1 significa dias literais de 24 horas?” neste website.)
Os dois pontos de vista de evolução teístas são falhos quando examinados sob uma perspectiva Cristã, pois nenhum deles se alinha com a narrativa da Criação que encontramos em Gênesis. Considere o seguinte:
Evolucionistas teístas imaginam um cenário Darwiniano no qual as estrelas evoluíram, então o nosso sistema solar, então a terra, então as plantas e animais, e eventualmente o homem. Os dois pontos de vista de evolução teístas discordam quanto ao papel que Deus assumiu no desenrolar dos eventos, mas as duas opiniões concordam quando à ordem cronológica dos acontecimentos. Essa ordem não está de acordo com a narrativa de Gênesis da criação. Por exemplo, Gênesis 1 diz que a terra foi criada no primeiro dia e que o sol, lua e estrelas só foram criados no quarto dia. Alguns “criacionistas progressistas” argumentam que a linguagem de Gênesis sugere que o sol, lua e estrelas foram criados no primeiro dia, mas não podiam ser vistos até o quarto dia, por isso que são mencionados no quarto dia. Isso é uma distorção, pois a narrativa de Gênesis deixa bem claro que a terra não tinha uma atmosfera até o segundo dia. Se o sol, lua e estrelas foram criados no primeiro dia, eles teriam sido visíveis no primeiro dia.
Um outro exemplo de desarmonia é que a narrativa de Gênesis deixa bem claro que os pássaros foram criados com as criaturas marinhas no quinto dia enquanto que os animais terrestres não foram criados até o sexto dia. Isso vai de encontro com a opinião Darwiniana de que os pássaros evoluíram dos animais terrestres. A narrativa bíblica diz que os pássaros antecederam os animais terrestres. A teoria evolucionista teísta diz exatamente o contrário.
Uma das características mais tristes do Cristianismo pós-moderno é a reinterpretação de Gênesis para dar espaço às teorias evolucionárias. Muitos professores e apologistas bíblicos famosos cederam aos evolucionistas e passaram a acreditar que uma interpretação literal de Gênesis é de alguma forma prrejudicial à credibilidade dos Cristãos. O que acaba acontecendo, na verdade, é que os evolucionistas perdem o respeito por aqueles cuja crença na Bíblia é tão tênue que somos dispostos a fazer concessões e adotar suas idéias. Apesar do número de criacionistas estar diminuindo no mundo acadêmico, muitas organizações Cristãs, tais como Answers in Genesis, Creation Research Society e o Institute for Creation Research têm afirmado que a Bíblia não só é compatível com a ciência verdadeira, mas afirmam também que nem uma só palavra na Bíblia já conseguiu ser mostrada falsa pela ciência verdadeira. A Bíblia é a viva Palavra de Deus, dada a nós pelo Criador do universo, e a Sua descrição de como Ele criou o mundo não é compatível com a teoria da evolução. Tentar combinar os dois é como tentar combinar água e óleo – não se misturam!

terça-feira, 5 de julho de 2011

O que a Bíblia diz sobre o carma?

Postado por: Unknown às 12:51

Pergunta Bíblica sobre: "O que a Bíblia diz sobre o carma?"
O que a Bíblia diz sobre o carma?
Resposta: O carma é um conceito teológico encontrado no budismo e hinduísmo. É a idéia de que como alguém vive sua vida vai determinar a qualidade de vida dessa pessoa quando reencarnar. Em outras palavras, se alguém deixa de ser egoísta e é gentil e santo durante sua vida, essa pessoa vai ser recompensada ao reencarnar (renascer em um novo corpo terreno) com uma vida agradável. No entanto, se alguém viver uma vida de egoísmo e perversidade, essa pessoa vai reencarnar em uma vida muito menos agradável. Em outras palavras, semearemos na outra vida o que plantarmos nesta. Carma é baseado na crença religiosa de reencarnação. A Bíblia não concorda com a idéia de reencarnação, portanto, não sustenta a idéia de carma.
Hebreus 9:27 diz: “E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo…” Este versículo bíblico deixa bem claro dois pontos importantes que, para os Cristãos, negam a possibilidade de reencarnação e carma. Primeiro, o versículo afirma que aos homens “está ordenado morrerem uma vez”, quer dizer, os humanos nascem e morrem apenas uma vez. Não há um ciclo infinito de vida e morte e renascimento , como sugere a teoria da reencarnação. Segundo, essa passagem afirma que depois da morte teremos que enfrentar o julgamento, quer dizer, não há uma segunda chance de viver uma vida melhor, como afirma a teoria de reencarnação e carma. Você tem apenas uma vida e uma chance de vivê-la de acordo com o plano de Deus e ponto final.
A Bíblia fala muito sobre semear e colher. Jó 4:8 diz: “Segundo eu tenho visto, os que lavram iniqüidade, e semeiam mal, segam o mesmo.” Salmo 126:5 diz: “Os que semeiam em lágrimas segarão com alegria.” Lucas 12:24 diz: “Considerai os corvos, que nem semeiam, nem segam, nem têm despensa nem celeiro, e Deus os alimenta; quanto mais valeis vós do que as aves?”
Em cada um desses exemplos, assim como todas as outras referências sobre semear e colher, o processo de receber a recompensa pelas suas ações acontece durante esta vida, não em uma vida futura. É uma atividade do presente e essas passagens deixam bem claro que o fruto que alguém colhe vai ser proporcional às ações que essa pessoa executou. Além disso, as ações que alguém executa nessa vida vai afetar sua recompensa ou punição depois da morte.
Essa vida depois da morte não é um renascimento ou reencarnação em um outro corpo aqui na terra. Ou é sofrimento eterno no inferno (Mateus 25:46), ou vida eterna no Céu com Jesus, o qual morreu para que pudéssemos viver eternamente com Ele. Esse deve ser o foco da nossa vida aqui na terra. O Apóstolo Paulo escreveu em Gálatas 6:8-9: “Porque o que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna. E não nos cansemos de fazer bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido.”
Finalmente, precisamos sempre lembrar que a foi a morte de Jesus na cruz que resultou na colheita de vida eterna para nós, e que é fé em Jesus que vai nos dar acesso a essa vida eterna. Efésios 2:8-9 nos diz: “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie”. Ao estudarmos a Bíblia, podemos concluir que o conceito de reencarnação e carma é incompatível com o que as Escrituras ensinam sobre a vida, morte, e o plantar e colher da vida eterna.

O que é o judaísmo e em que os judeus acreditam?

Postado por: Unknown às 12:49

Pergunta Bíblica sobre: "O que é o judaísmo e em que os judeus acreditam?"
O que é o judaísmo e em que os judeus acreditam?
Resposta: O que é o judaísmo e quem ou o que é um judeu? Dependendo de com quem você fala, ou quais livros você lê, você vai achar respostas bem diferentes a essa pergunta tão provocativa. É o judaísmo simplesmente uma religião? É uma identidade cultural ou um grupo étnico? São os judeus uma raça ou uma nação? Em que os judeus acreditam e todos acreditam nas mesmas coisas?
De acordo com o dicionário Merriam-Webster, um “Judeu” é: 1a: um membro da tribo de Judá b: Israelita 2: um membro de uma nação que existiu na Palestina do sexto século A.C. ao primeiro século D.C. 3:uma pessoa que pertence à continuação do povo judeu, ou através de origem, ou através de conversão 4: um seguidor do judaísmo.
De acordo com o judaísmo rabínico, um judeu é aquele cuja mãe é judia, ou alguém que se converteu formalmente ao judaísmo. Levítico 24:10 é citado frequentemente para dar credibilidade a essa crença, apesar do Torá não clamar essa tradição especificamente. Alguns rabinos dizem que não tem nada a ver com as crenças individuais. Esses rabinos dizem que um judeu não tem que ser um seguidor de leis e costumes judaicos para ser considerado um judeu. Na verdade, é possível que um judeu não tenha nenhuma fé em Deus e ainda seja considerado judeu, de acordo com essa interpretação rabínica.
Outros rabinos deixam claro que a menos que uma pessoa siga os preceitos do Torá e aceite os “Treze Princípios da Fé”, as quais Maimônides (Rabbi Moshe ben Maimon, um dos grandes estudiosos judaicos da era medieval) tão claramente expressa, ele não pode ser um judeu. Apesar dessa pessoa ser um judeu “biológico”, ela não tem nenhuma conexão verdadeira ao judaísmo.
No primeiro livro do Torá – os primeiros cinco livros da Bíblia – Gênesis 14:13 nos ensina que Abrão, comumente conhecido como o primeiro judeu, (seu nome foi depois mudado para Abraão) foi descrito como um “Hebraico”. O nome “Judeu” vem do nome Judá, um dos doze filhos de Jacó e umas das doze tribos de Israel. Aparentemente o nome “Judeu” originalmente se referia apenas àqueles que faziam parte das doze tribos de Judá, mas quando o reino foi dividido (Israel no norte e Judá no sul) depois do reino de Salomão (1 Reis, capítulo 12), esse nome passou a se referir a qualquer um do reino de Judá, o qual incluía as tribos de Judá, Benjamim e Leví. Hoje em dia, muitos acreditam que um Judeu é qualquer um que seja descendente físico de Abraão, Isaque e Jacó, independentemente de qual das doze tribos essa pessoa se originou.
Então em que os judeus acreditam, e quais são os preceitos básicos do Judaísmo? Há cinco formas ou grupos principais do judaísmo no mundo de hoje. Eles são o Judaísmo Ortodoxo, Conservador, Reformado, Reconstrucionista e Humanístico. As crenças e requisitos de cada grupo diferem dramaticamente; no entanto, uma breve lista das crenças tradicionais do Judaísmo inclue o seguinte:
Deus é o criador de tudo que existe; Ele é um, não possui um corpo físico, e apenas Ele deve ser louvado como a autoridade absoluta do universo.
Deus revelou os primeiros cinco livros da Bíblia hebraica a Moisés. Eles não serão modificados ou aumentados no futuro.
Deus se comunicou com o povo judaico através dos profetas.
Deus monitora as atividades dos humanos; Ele recompensa individualmente pelas boas obras e pune o mal.
Apesar dos Cristãos basearem muito da sua fé nas mesmas Escrituras hebraicas que os judeus, há grandes diferenças em suas crenças: os judeus geralmente consideram ações e comportamento como sendo de grande importância; crenças surgem das ações. Isso vai de encontro com os Cristãos conservadores para os quais a crença é de grande importância e ações são um resultado daquela crença.
A crença judaica não aceita o conceito cristão do pecado original (a crença de que todas as pessoas herdaram o pecado de Adão e Eva quando eles desobedeceram as instruções de Deus no Jardim do Éden).
O judaismo afirma a bondade inerente do mundo e do seu povo como criações de Deus.
Os seguidores judeus são capazes de santificar suas vidas e se aproximarem de Deus ao cumprir o Mitzvah (mandamentos divinos).
Nenhum salvador é necessário ou disponível como um intermediário.
Crenças sobre Jesus variam consideravelmente. Alguns o enxergam como um grande professor moral. Outros o vêem como um falso profeta ou um ídolo do cristianismo. Alguns grupos do judaísmo nem repetem o nome dele devido à proibição de dizer o nome de um ídolo.
Os judeus são conhecidos como o povo escolhido de Deus. Isso não significa que devem ser considerados um grupo superior a qualquer outro. Versículos bíblicos como Êxodo 19:5 apenas afirmam que Deus escolheu Israel para receber e estudar o Torá, para louvar a Deus, para descansar no Sábado e para celebrar os festivais. Os judeus não foram escolhidos para serem melhores do que os outros; foram escolhidos apenas para receber responsabilidades mais difíceis e punição mais severa se falharem.
Há 613 mandamentos encontrados no livro de Levítico e outros livros que regulam todos os aspectos da vida judaica.
Os Dez Mandamentos, como delineados em Êxodo 20:1-17 e Deuteronômio 5:6-21, formam um curto resumo da Lei.
O Messias (o ungido de Deus) vai aparecer no futuro e reunir os judeus mais uma vez na terra de Israel. Haverá uma grande ressurreição dos mortos naquele tempo. O Templo de Jerusalém, o qual foi destruído em 70 D.C., vai ser reconstruído.