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terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Número de evangélicos cresce na Suíça

Postado por: Unknown às 13:26

Ao contrário dos países africanos e sul-americanos, a população abastada não se aproxima de Deus por questões financeiras, mas pela solidão

A igreja "International Christian Fellowship" faz sucesso entre os jovens suíços.
O crescimento do número de evangélicos na Suíça tem despertado a atenção de sociólogos, pois ao contrário dos países subdesenvolvidos onde o fenômeno também acontece, a suíça tem alto padrão de vida e mesmo assim a população tem sido atraída para igrejas pentecostais.
No início do século XX eram 52 milhões de evangélicos, hoje são quase meio bilhão de pessoas. Mas no dia de domingo as igrejas evangélicas carismáticas e pentecostais atraem duas vezes mais o número de pessoas que as igrejas tradicionais no país.
Enquanto nos países pobres as pessoas se interessam pelo evangelho que prega a interferência de Deus na vida cotidiana, na Suíça as pessoas são atraídas pelo discurso de ter uma relação pessoal com Deus.
“Na nossa sociedade bastante individualizada, marcada pela solidão, a ideia de ter uma relação pessoal com Deus, crer que ele responde às orações, que pode curar as doenças e provocar milagres responde a uma necessidade espiritual. Além disso, a maneira bem moderna de celebrar o culto atrai os jovens” explica Olivier Favre que é pastor e professor de Sociologia das Religiões em uma universidade suíça.
Em entrevista ao portal Swissinfo.ch o pastor falou sobre a aproximação dos evangélicos na política e da forma como esse crescimento tem afetado a sociedade daquele país. Ainda sobre o crescimento das igrejas evangélicas ele cita que muitas aproximam os emigrantes de suas culturas locais.
“Essa progressão deve igualmente bastante à imigração e ao surgimento das igrejas chamadas de “étnicas”, bem presentes nas cidades. Essas igrejas funcionam como peneiras de entrada para os migrantes africanos e sul-americanos. São de lugares essenciais de apoio. Lá eles encontram também a música e o idioma que lhes lembra do país de origem”.
Mas apesar do crescimento evidente, Favre não acredita que esse fenômeno possa barrar o crescimento da secularização na Europa. “Na Europa, os evangélicos sofrem dificuldades para se desenvolver e nunca poderão reverter essa tendência à secularização. Ao mesmo tempo também não estou seguro que o retorno aos valores tradicionais seja massivo na população” disse ele.
Com informações de Swissinfo.ch

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Cruzeiros marítimos atraem cada vez mais evangélicos

Postado por: Unknown às 22:46

Diversos pastores preparam programações especiais a bordo de navios atraindo famílias inteiras

Cruzeiros marítimos atraem cada vez mais evangélicos
O crescimento do número de viagens de cruzeiro tem feito com que o mercado crie novos atrativos e viagens temáticas, chamando a atenção de líderes evangélicos que acabam fechando pacotes com empresas do setor para promover encontros dentro de navios.
A temporada de cruzeiros pela costa brasileira começa em novembro e vai até o mês de maio e conseguimos identificar vários cruzeiros evangélicos nesse período. Em dezembro, por exemplo, acontece o Cruzeiro Diante do Trono que é organizado pela Igreja Batista da Lagoinha. O navio parte no dia 14 de dezembro do Porto de Santos e vai passar por Ilha Bela, Angra dos Reis – Ilha Grande e voltar para Santos.
A programação deste cruzeiro contará com o Diante do Trono e as presenças do Pr. Márcio Valadão, Pr. Gustavo Bessa e Pra. Ezenete Rodrigues. Além disso, haverá programação infantil com a equipe do Crianças Diante do Trono durante todos os dias do Cruzeiro.
Em fevereiro acontece a segunda edição do Cruzeiro Gospel que terá a participação do cantor Ronaldo Bezerra e a pregação do pastor Natalino do Prado. O itinerário parte do dia 12 de fevereiro de Santos segue para Búzios, Ubatuba e retorna para Santos. Serão quatro dias de viagens com programação especial.
Em abril também acontece outro cruzeiro evangélico, dessa vez com os pastores Silmar Coelho e Elson de Assis e com a presença confirmada dos cantores Nani Azevedo e Eduardo & Silvana. O encontro acontece entre os dias 19 e 22 de abril passando por Santos, Angra dos Reis e Ubatuba, voltando para Santos.
O mercado de cruzeiro tem crescido a cada ano, entre 2010 e 2011  o crescimento foi de 1,6% de acordo com a Abremar (Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos) que tem a expectativa de receber 900 mil clientes entre 2011 e 2012. Outros cruzeiros evangélicos acontecerão nesse período mostrando que o público está cada vez mais interessado nesse tipo de viagem.
Um deles é o Cruzeiro Peniel que terá como preletores os pastores Newton Lobato e Joel Pedro, eles partem de Santos no dia 18 de novembro. O cantor evangélico Rodrigo Soeiro também estará se apresentando em um cruzeiro que leva seu nome. As pregações que acontecerão entre os dias 06 e 10 de março ficarão a cargo do pastor Marcos Antonio Peres.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Pesquisas indicam o aumento da migração religiosa entre os brasileiros

Postado por: Unknown às 11:57


Pesquisas indicam o aumento da migração religiosa entre os brasileiros, o surgimento dos evangélicos não praticantes e o crescimento dos adeptos ao islã
Pesquisas indicam o aumento da migração religiosa entre os brasileiros
Acaba de nascer no País uma nova categoria religiosa, a dos evangélicos não praticantes. São os fiéis que creem, mas não pertencem a nenhuma denominação. O surgimento dela já era aguardado, uma vez que os católicos, ainda maioria, perdem espaço a cada ano para o conglomerado formado por protestantes históricos, pentecostais e neopentecostais. Sendo assim, é cada vez maior o número de brasileiros que nascem em berço evangélico – e, como muitos católicos, não praticam sua fé. Dados da Pesquisa de Orçamento Familiar (POF), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelaram, na semana passada, que evangélicos de origem que não mantêm vínculos com a crença saltaram, em seis anos, de insignificantes 0,7% para 2,9%. Em números absolutos, são quatro milhões de brasileiros a mais nessa condição. Essa é uma das constatações que estatísticos e pesquisadores estão produzindo recentemente, às quais ISTOÉ teve acesso, formando um novo panorama religioso no País.
Isso só é possível porque o universo espiritual está tomado por gente que constrói a sua fé sem seguir a cartilha de uma denominação. Se outrora o padre ou o pastor produziam sentido à vida das pessoas de muitas comunidades, atualmente celebridades, empresários e esportistas, só para citar três exemplos, dividem esse espaço com essas lideranças. Assim, muitas vezes, os fiéis interpretam a sua trajetória e o mundo que os cerca de uma maneira pessoal, sem se valer da orientação religiosa. Esse fenômeno, conhecido como secularização, revelou o enfraquecimento da transmissão das tradições, implicou a proliferação de igrejas e fez nascer a migração religiosa, uma prática presente até mesmo entre os que se dizem sem religião (ateus, agnósticos e os que creem em algo, mas não participam de nenhum grupo religioso). É muito provável, portanto, que os evangélicos pesquisados pelo IBGE que se disseram desvinculados da sua instituição estejam, como muitos brasileiros, experimentando outras crenças.
É cada vez maior a circulação de um fiel por diferentes denominações – ao mesmo tempo que decresce a lealdade a uma única instituição religiosa. Em 2006, um levantamento feito pelo Centro de Estatística Religiosa e Investigações Sociais (Ceris) e organizado pela especialista em sociologia da religião Sílvia Fernandes, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), verificou que cerca de um quarto dos 2.870 entrevistados já havia trocado de crença. Outro estudo, do ano passado, produzido pela professora Sandra Duarte de Souza, de ciências sociais e religião da Universidade Metodista de São Paulo (Umesp), para seu trabalho de pós-doutorado na Universidade de Campinas (Unicamp), revelou que 53% das pessoas (o universo pesquisado foi de 433 evangélicos) já haviam participado de outros grupos religiosos.
“Os indivíduos estão numa fase de experimentação do religioso, seja ele institucionalizado ou não, e, nesse sentido, o desafio das igrejas estabelecidas é maior porque a pessoa pode escolher uma religião hoje e outra amanhã”, afirma Sílvia, da UFRRJ. “Os vínculos são mais frouxos, o que exige das instituições maior oferta de sentido para o fiel aderir a elas e permanecer. É tempo de mobilidade religiosa e pouca permanência.” Transitar por diferentes crenças é algo que já ocorre há algum tempo. A intensificação dessa prática, porém, tem produzido novos retratos. Denominadores comuns do mapa da circulação da fé pregam que católicos se tornam evangélicos ou espíritas, assim como pentecostais e neopentecostais recebem fiéis de religiões afro-brasileiras e do protestantismo histórico. Estudos recentes revelam também que o caminho contrário a essas peregrinações já é uma realidade.
Em sua dissertação de mestrado sobre as motivações de gênero para o trânsito de pentecostais para igrejas metodistas, defendida na Umesp, a psicóloga Patrícia Cristina da Silva Souza Alves verificou, depois de entrevistar 193 protestantes históricos, que 16,5% eram oriundos de igrejas pentecostais. Essa proporção era de 0,6% (27 vezes menor) em 1998, como consta no artigo “Trânsito religioso no Brasil”, produzido pelos pesquisadores Paula Montero e Ronaldo de Almeida, do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap). Para Patrícia, o momento econômico do Brasil, que registra baixos índices de desemprego e ascensão socioeconômica da população, reduz a necessidade da bênção material, um dos principais chamarizes de uma parcela do pentecostalismo. “Por outro lado, desperta o olhar para valores inerentes ao cristianismo, como a ética e a moral cristã, bastante difundidas entre os protestantes históricos”, afirma.
Em busca desses valores, o serralheiro paraibano Marcos Aurélio Barbosa, 37 anos, passou a frequentar a Igreja Metodista há um ano e meio. Segundo ele, nela o culto é ofertado a Deus e não aos fiéis, como acontecia na pentecostal Assembleia de Deus, a instituição da qual Barbosa foi devoto por 16 anos, sendo sete como presbítero. O serralheiro cumpria à risca os rígidos usos e costumes impostos pela denominação. “Eu não vestia bermuda nem dormia sem camisa, não tinha tevê em casa, não bebia vinho, não ia ao cinema nem à praia porque era pecado”, conta. Com o tempo, o paraibano passou a questionar essas proibições e acabou migrando. “Na Metodista encontrei um Deus que perdoa, não um justiceiro.”
A teóloga Lídia Maria de Lima irá defender até o final do ano uma dissertação de mestrado sobre o trânsito de evangélicos para religiões afro-brasileiras. A pesquisadora já entrevistou 60 umbandistas e candomblecistas e verificou que 35% deles eram evangélicos antes de entrar para os cultos afros. Preterir as denominações cristãs por religiões de origem africana é outro tipo de migração até então pouco comum. Não é, porém, uma movimentação tão traumática, uma vez que o currículo religioso dos ex-evangélicos convertidos à umbanda ou ao candomblé revela, quase sempre, passagens por grupos de matriz africana em algum momento de suas vidas. Pai de santo há dois anos, o contador Silvio Garcia, 52 anos, tem a ficha religiosa marcada por cinco denominações distintas – e a umbanda é uma delas. Foi aos 14 anos, frequentando reuniões na casa de uma vizinha, que Garcia, batizado na Igreja Católica, aprendeu as magias da umbanda. Nessa época, também era assíduo frequentador de centros espíritas. Aos 30, ele passou a cursar uma faculdade de teologia cristã e, com o diploma a tiracolo, tornou-se presbítero de uma igreja protestante. Um ano depois, migrou para uma pentecostal, onde pastoreou fiéis por seis anos. “Mas essas igrejas comercializam a figura de Cristo e eu não me sentia feliz com a minha fé”, diz.
A teóloga Lídia sugere que os sistemas simbólicos das religiões evangélica e afro-brasileira têm favorecido a circulação de fiéis da primeira para a segunda. “Há uma singularidade de ritos, como o fenômeno do transe. Um dos entrevistados me disse que muito do que presenciava na Igreja Universal (do Reino de Deus) ele encontrou na umbanda”, diz. Em suas pesquisas, fiéis do sexo feminino foram as que mais cometeram infidelidade religiosa (67%). Os motivos que levam homens e mulheres a migrar de religião (leia quadro à pág. 60) foram investigados pela professora Sandra, da Umesp. Em outubro, suas conclusões serão publicadas em “Filosofia do Gênero em Face da Teologia: Espelho do Passado e do Presente em Perspectiva do Amanhã” (Editora Champanhat).
Uma diferença básica entre os sexos é que as mulheres mudam de religião em busca de graça para quem está a sua volta (a cura para filhos e maridos doentes ou a recuperação do casamento, por exemplo). Já os homens são motivados por problemas de fundo individual. Assim ocorreu com o empresário paulista Roberto Higuti, 45 anos, que se tornou evangélico para afastar o consumo e o tráfico de drogas de sua vida. Católico na infância, budista e adepto da Igreja Messiânica e da Seicho-No-Ie na adolescência, Higuti saiu de casa aos 15 anos e se tornou um fiel seguidor do mundo do crime. Sua relação com as drogas foi pontuada por internação em hospital psiquiátrico, prisão e duas tentativas de suicídio. Certo dia, cansado da falta de perspectivas, viu uma marca de cruz na parede, ajoelhou-se e disse: “Jesus, se tu existes mesmo, me tira dessa vida maldita.” Há cinco anos, o empresário é pastor da neopentecostal Igreja Bola de Neve, onde ministra dois cultos por semana. “Quero, agora, ganhar almas para o Senhor”, diz.
Antes de se fixar na Bola de Neve, Higuti experimentou outras quatro denominações evangélicas. Mobilidades intraevangélicas como as dele ocorrem com aproximadamente 40% dos adeptos de igrejas pentecostais e neopentecostais, segundo a especialista em sociologia da religião Sílvia, da UFRRJ. Os neopentecostais, porém, possuem uma particularidade. Seus fiéis trocam de igreja como quem descarta uma roupa velha: porque ela não serve mais. São a homogeneização da oferta religiosa e a maior visibilidade de algumas denominações que produzem esse efeito. “Esse grupo, antigamente, era o tal receptor universal de fiéis, para onde iam todas as religiões. Hoje, a singularidade dele é o fato de receber membros de outras neopentecostais”, diz Sandra, da Umesp. “Quanto mais acirrada a concorrência, maior a migração.” A exposição na mídia, fundamentalmente na tevê, é a principal estratégia dos neopentecostais para roubar adeptos da concorrente direta. E cada vez mais as pessoas estabelecem uma relação utilitária com a religião. De acordo com a pesquisadora Sandra, se não há o retorno (material, na maioria das vezes), o fiel procura outra prestadora de serviço religioso. Estima-se, por exemplo, que 70% dos atuais adeptos da Igreja Mundial – uma dissidente da Universal – tenham migrado para lá vindos da denominação de Edir Macedo. “Entre os neopentecostais não se busca mais um líder religioso, mas um mago que resolva tudo num estalar de dedos”, diz Sandra. “Essa magia faz sucesso, mas tem vida curta, uma vez que o fiel se afasta, caso não encontre logo o que quer.”
Fonte: Época

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Igrejas Católicas e Evangélicas se unem para criar “regras de etiqueta” para evangelização

Postado por: Parcerias Servos em Belém às 20:51


Igrejas Católicas e Evangélicas se unem para criar “regras de etiqueta” para evangelização
Resultado de um trabalho conjunto de cinco anos da Aliança Evangélica Mundial (WEA), do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-Religioso (PCID) da Igreja Católica e do Conselho Mundial de Igrejas (WCC, siglas em inglês), será lançado na terça-feira, 28 de junho, em Genebra, Suíça, o documento intitulado “Testemunho cristão em um mundo multi-religioso: Recomendações para a conduta”. O principal foco do texto é a ética da missão cristã e a evangelização, assim como “a necessidade de cada cristão, cada igreja e cada organização cristã de viver e pregar o evangelho de acordo com a vida e os ensinamentos de Jesus”.
O acontecimento é considerado “histórico” pelos integrantes por seu conteúdo e porque esta “é a primeira vêz desde o século 16 que os 3 principais órgãos que representam quase todas os cristãos do mundo aprovam conjuntamente um documento para recomendá-lo aos respectivos dirigentes de suas igrejas e denominações.
O anúncio público será na sede do Conselho Mundial de Igrejas, com entrevista coletiva da qual participarão Dr. Geoff Tunnicliffe, diretor da WEA, o Cardeal Tauran, presidente do PCID, Dr. Olav Tveit, secretário-geral do CMI, e membros seniores da Comissão de Liberdade Religiosa e Teologia da WEA.
A íntegra do documento será disponibilizado para download no site das entidades, logo após a entrevista coletiva.
Fonte: Agência Soma

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Padre amazonense é ameaçado de morte após protestar contra prefeito evangélico

Postado por: Unknown às 00:37

Com medo de represaria ele está ministrando a missa com colete à prova de balas
Padre amazonense é ameaçado de morte após protestar contra prefeito evangélico
O padre Benjamim Araújo Tavares, de Boa Vista do Ramos, Amazonas, denunciou que está recebendo ameaças de morte desde o começo do mês depois de protestar contra o prefeito da cidade, Elmir Lima Mota (foto), que é diácono daAssembleia de Deus.
As ameaças chegaram via mensagens de celular dizendo que ele seria assassinado durante a missa. No último final de semana Benjamin realizou uma procissão e três missas vestindo um colete à prova de balas por baixo da batina com medo de ataques.
A delegada Ana Denise Machado, que cuida do caso, acredita que as ameaças tenham ligação sim com o protesto contra o prefeito já que no dia 1 de julho o padre e outros manifestantes saíram às ruas para protestar contra o atraso do salário dos funcionários da prefeitura.
A administração do prefeito evangélico está sob suspeita e os vereadores aprovaram a prestação de contas de 2009 mesmo depois que o Tribunal de Contas do Estado do Amazonas ter encontrado irregularidades. Com essa aprovação a população da cidade resolveu se manifestar.
O prefeito também afirma que recebe ameaças e que o conflito entre ele e o padre é por conta de apoios políticos diferentes. Nas eleições passadas o padre estava com Alfredo Nascimento (PR) nas eleições do ano passado. Mota, com Omar Aziz (PSD).
Para preservar a integridade de Benjamin, o bispo de Parintins, dom Giuliano Frigeni, o afastou da cidade e afirmou que alguém pode estar querendo criar uma desavença entre as religiões.
Mesmo assim o padre, que já até mudou o número de telefone, continua a receber ameaças.
Fonte: Gospel Prime
Com informações Folha

terça-feira, 5 de julho de 2011

Campanha pela divisão do Pará é patrocinada por Igrejas Evangélicas

Postado por: Unknown às 13:03


Brasil pode ganhar dois novos estados: Campanha pela divisão do Pará é patrocinada por Igrejas Evangélicas e maçonaria
Foto: IG
Após a confirmação da data do plebiscito sobre a divisão do Pará, as campanhas a favor e contra a divisão do Pará em três Estados, com a criação de Carajás e Tapajós, ganharam voz oficial. A consulta será realizada no dia 11 de dezembro.
A campanha de criação do Estado de Carajás será patrocinada, principalmente, por igrejas evangélicas e associações de criadores e produtores rurais das 39 cidades da região, além de prefeitos, vereadores e líderes políticos da região – que terão a chance de disputar novos cargos em na futura Assembleia Legislativa, Câmara dos Deputados, Senado e Tribunal de Contas. Do lado contra a separação, a luta pela preservação do Estado do Pará do tamanho atual coloca lado a lado associações empresariais, ONGs e sindicatos de trabalhadores.
O presidente da Comissão Brandão, uma das entidades que lideram o movimento separatista no Pará, José Soares de Moura e Silva, afirma que existe um “anseio popular” pela criação do novo Estado. Entre as entidades que apoiam o projeto estão as associações de produtores, as centenas de igrejas evangélicas da região, o Rotary Club em Marabá e a Maçonaria, por exemplo. “Ainda não falamos em custos, mas o projeto de criação do novo Estado é um projeto de todos”, afirmou. “Cada um vai dar uma ajuda financeira nessa campanha”, complementou Silva.
O presidente da Associação dos Municípios do Tocantins e Araguaia (AMAT), outra entidade que lidera as discussões dos separatistas, Luciano Guedes, afirma que nesse momento até mesmo partidos adversários estão unidos. “Não existe uma bandeira partidária. Existe uma bandeira pró-Carajás. Nessa causa, temos apoio de gente do PT, do PSDB, do DEM, do PTB, de vários partidos. Existem empresários que já se manifestaram em nos dar ajuda financeira com esse projeto”, diz ele. “Se você fizer uma pesquisa aqui, quase 100% dos moradores são a favor da idéia”, conclui.
Os líderes argumentam que, com a divisão do Estado, será mais fácil a implementação de políticas públicas nos 39 municípios que farão parte de Carajás em saúde, educação e principalmente segurança. Quem é contra a separação rebate essa idéia e afirma que a divisão do Estado vai criar uma máquina pública insustentável.
Fonte: IG

domingo, 12 de junho de 2011

Os evangélicos e a ditadura militar

Postado por: Parcerias Servos em Belém às 06:58

Documentos até agora guardados no Exterior chegam ao País e podem jogar luz sobre o comportamento dos evangélicos nos anos de chumbo
Os evangélicos e a ditadura militar
No primeiro dia foram oito horas de torturas patrocinadas por sete militares. Pau de arara, choque elétrico, cadeira do dragão e insultos, na tentativa de lhe quebrar a resistência física e moral. “Eu tinha muito medo do que ia sentir na pele, mas principalmente de não suportar e falar. Queriam que eu desse o nome de todos os meus amigos, endereços… Eu dizia: ‘Não posso fazer isso.’ Como eu poderia trazê-los para passar pelo que eu estava passando?” Foram mais de 20 dias de torturas a partir de 28 de fevereiro de 1970, nos porões do Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), em São Paulo.
O estudante de ciências sociais da Universidade de São Paulo (USP) Anivaldo Pereira Padilha, da Igreja Metodista do bairro da Luz, tinha 29 anos quando foi preso pelo temido órgão do Exército. Lá chegou a pensar em suicídio, com medo de trair os companheiros de igreja que comungavam de sua sede por justiça social. Mas o mineiro acredita piamente que conseguiu manter o silêncio, apesar das atrocidades que sofreu no corpo franzino, por causa da fé. A mesma crença que o manteve calado e o conduziu, depois de dez meses preso, para um exílio de 13 anos em países como Uruguai, Suíça e Estados Unidos levou vários evangélicos a colaborar com a máquina repressora da ditadura. Delatando irmãos de igreja, promovendo eventos em favor dos militares e até torturando. Os primeiros eram ecumênicos e promoviam ações sociais e os segundos eram herméticos e lutavam contra a ameaça comunista. Padilha foi um entre muitos que tombaram pelas mãos de religiosos protestantes.
O metodista só descobriu quem foram seus delatores há cinco anos, quando teve acesso a documentos do antigo Sistema Nacional de Informações: os irmãos José Sucasas Jr. e Isaías Fernandes Sucasas, pastor e bispo da Igreja Metodista, já falecidos, aos quais era subordinado em São Paulo. “Eu acreditava ser impossível que alguém que se dedica a ser padre ou pastor, cuja função é proteger suas ovelhas, pudesse dedurar alguém”, diz Padilha, que não chegou a se surpreender com a descoberta. “Seis meses antes de ser preso, achei na mesa do pastor José Sucasas uma carteirinha de informante do Dops”, afirma o altivo senhor de 71 anos, quatro filhos, entre eles Alexandre, atual ministro da Saúde da Presidência de Dilma Rousseff, que ele só conheceu aos 8 anos de idade. Padilha teve de deixar o País quando sua então mulher estava grávida do ministro. Grande parte dessa história será revolvida a partir da terça-feira 14, quando, na Procuradoria Regional da República, em São Paulo, acontecerá a repatriação das cópias do material do projeto Brasil: Nunca Mais.
Maior registro histórico sobre a repressão e a tortura na ditadura militar (leia quadro na pág. 79), o material, nos anos 80, foi enviado para o Conselho Mundial de Igrejas (CMI), organização ecumênica com sede em Genebra, na Suíça, e para o Center for Research Libraries, em Chicago (EUA), como precaução, caso os documentos que serviam de base do trabalho realizado no Brasil caíssem nas mãos dos militares. De Chicago, virá um milhão de páginas microfilmadas referentes a depoimentos de presos nas auditorias militares, nomes de torturadores e tipos de tortura. A cereja do bolo, porém, chegará de Genebra – um material inédito composto por dez mil páginas com troca de correspondências entre o reverendo presbiteriano Jaime Wright (1927 – 1999) e o cardeal-arcebispo emérito de São Paulo, dom Paulo Evaristo Arns, que estavam à frente do Brasil: Nunca Mais, e as conversas que eles mantinham com o CMI.
Somente em 1968, quatro anos após a ascensão dos militares ao poder, o catolicismo começou a se distanciar daquele papel que tradicionalmente lhe cabia na legitimação da ordem político-econômica estabelecida. Foi aí, quando no Brasil religiosos dominicanos como Frei Betto passaram a ser perseguidos, que a Igreja assumiu posturas contrárias às ditaduras na maioria dos países latino-americanos. Os protestantes, por sua vez, antes mesmo de 1964, viveram uma espécie de golpe endógeno em suas denominações, perseguindo a juventude que caminhava na contramão da ortodoxia teológica. Em novembro de 1963, quatro meses antes de o marechal Humberto Castelo Branco assumir a Presidência, o líder batista carismático Enéas Tognini convocou milhares de evangélicos para um dia nacional de oração e jejum, para que Deus salvasse o País do perigo comunista. Aos 97 anos, o pastor Tognini segue acreditando que Deus, além de brasileiro, se tornou um anticomunista simpático ao movimento militar golpista. “Não me arrependo (de ter se alinhado ao discurso dos militares). Eles fizeram um bom trabalho, salvaram a Pátria do comunismo”, diz.
Assim, foi no exercício de sua fé que os evangélicos – que colaboraram ou foram perseguidos pelo regime – entraram na alça de mira dos militares (leia a movimentação histórica dos protestantes à pág. 80). Enquanto líderes conservadores propagavam o discurso da Guerra Fria em torno do medo do comunismo nos templos e recrutavam formadores de opinião, jovens batistas, metodistas e presbiterianos, principalmente, com ideias liberais eram interrogados, presos, torturados e mortos. “Fui expulso, com mais oito colegas, do Seminário Presbiteriano de Campinas, em 1962, porque o nosso discurso teológico de salvação das almas passava pela ética e a preocupação social”, diz o mineiro Zwinglio Mota Dias, 70 anos, pastor emérito da Igreja Presbiteriana Unida do Brasil, da Penha, no Rio de Janeiro. Antigo membro do Centro Ecumênico de Documentação e Informação (Cedi), que promovia reuniões para, entre outras ações, trocar informações sobre os companheiros que estavam sendo perseguidos, ele passou quase um mês preso no Doi-Codi carioca, em 1971. “Levei um pescoção, me ameaçavam mostrando gente torturada e davam choques em pessoas na minha frente”, conta o irmão do também presbiteriano Ivan Mota, preso e desaparecido desde 1971. Hoje professor da Universidade Federal de Juiz de Fora, Dias lembra que, enquanto estava no Doi-Codi, militares enviaram observadores para a sua igreja, para analisar o comportamento dos fiéis.
Segundo Rubem Cesar Fernandes, 68 anos, antropólogo de origem presbiteriana, preso em 1962, antes do golpe, por participar de movimentos estudantis, os evangélicos carregam uma mancha em sua história por convidar a repressão a entrar na Igreja e perseguir os fiéis. “Os católicos não fizeram isso. Não é justificável usar o poder militar para prender irmãos”, diz ele, considerado “elemento perigoso” no templo que frequentava em Niterói (RJ). “Pastores fizeram uma lista com 40 nomes e entregaram aos militares. Um almirante que vivia na igreja achava que tinha o dever de me prender. Não me encontrou porque eu estava escondido e, depois, fui para o exílio”, conta o hoje diretor da ONG Viva Rio.
O protestantismo histórico no Brasil também registra um alto grau de envolvimento de suas lideranças com a repressão. Em sua tese de pós-graduação, defendida na Universidade Metodista de São Paulo (Umesp), Daniel Augusto Schmidt teve acesso ao diário do irmão de José, um dos delatores de Anivaldo Padilha, o bispo Isaías. Na folha relativa a 25 de março de 1969, o líder metodista escreveu: “Eu e o reverendo Sucasas fomos até o quartel do Dops. Conseguimos o que queríamos, de maneira que recebemos o documento que nos habilita aos serviços secretos dessa organização nacional da alta polícia do Brasil.” Dono de uma empresa de consultoria em Porto Alegre, Isaías Sucasas Jr., 69 anos, desconhecia a história da prisão de Padilha e não acredita que seu pai fora informante do Dops. “Como o papai iria mentir se o cara fosse comunista? Isso não é delatar, mas uma resposta correta a uma pergunta feita a ele por autoridades”, diz. “Nunca o papai iria dedar um membro da igreja, se soubesse que havia essas coisas (torturas).” Em 28 de agosto de 1969, um exemplar da primeira edição do jornal “Unidade III”, editado pelo pai do ministro da Saúde, foi encaminhado ao Dops. Na primeira página, há uma anotação: “É preciso ‘apertar’ os jovens que respondem por este jornal e exigir a documentação de seu registro porque é de âmbito nacional e subversivo.” Sobrinho do pastor José, o advogado José Sucasas Hubaix, que mora em Além Paraíba (MG), conta que defendeu muitos perseguidos políticos durante a ditadura e não sabia que o tio havia delatado um metodista. “Estou decepcionado. Sabia que alguns evangélicos não faziam oposição aos militares, mas daí a entregar um irmão de fé é uma grande diferença.”
Nenhum religioso, porém, parece superar a obediência canina ao regime militar do pastor batista Roberto Pontuschka, capelão do Exército que à noite torturava os presos e de dia visitava celas distribuindo o “Novo Testamento”. O teólogo Leonildo Silveira Campos, que era seminarista na Igreja Presbiteriana Independente e ficou dez dias encarcerado nas dependências da Operação Bandeirante (Oban), em São Paulo, em 1969, não esquece o modus operandi de Pontuschka. “Um dia bateram na cela: ‘Quem é o seminarista que está aqui?’”, conta ele, 21 anos à época. “De terno e gravata, ele se apresentou como capelão e disse que trazia uma “Bíblia” para eu ler para os comunistas f.d.p. e tentar converter alguém.” O capelão chegou a ser questionado por um encarcerado se não tinha vergonha de torturar e tentar evangelizar. Como resposta, o pastor batista afirmou, apontando para uma pistola debaixo do paletó: “Para os que desejam se converter, eu tenho a palavra de Deus. Para quem não quiser, há outras alternativas.” Segundo o professor Maurício Nacib Pontuschka, da Pontifícia Universidade Católica (PUC), de São Paulo, seu tio, o pastor-torturador, está vivo, mas os dois não têm contato. O sobrinho também não tinha conhecimento das histórias escabrosas do parente. “É assustador. Abomino tortura, vai contra tudo o que ensino no dia a dia”, afirma. “É triste ficar sabendo que um familiar fez coisas horríveis como essa.”
Professor de sociologia da religião na Umesp, Campos, 64 anos, tem uma marca de queimadura no polegar e no indicador da mão esquerda produzida por descargas elétricas. “Enrolavam fios na nossa mão e descarregavam eletricidade”, conta. Uma carta escrita por ele a um amigo, na qual relata a sua participação em movimentos estudantis, o levou à prisão. “Fui acordado à 1h por uma metralhadora encostada na barriga.” Solto por falta de provas, foi tachado de subversivo e perdeu o emprego em um banco. A assistente social e professora aposentada Tomiko Born, 79 anos, ligada a movimentos estudantis cristãos, também acredita que pode ter sido demitida por conta de sua ideologia. Em meados dos anos 60, Tomiko, que pertencia à Igreja Evangélica Holiness do Brasil, fundada pelo pai dela e outros imigrantes japoneses, participou de algumas reuniões ecumênicas no Exterior. Em 1970, de volta ao Brasil, foi acusada de pertencer a movimentos subversivos internacionais pelo presidente da Fundação Nacional do Bem-Estar do Menor, onde trabalhava. Não foi presa, mas conviveu com o fantasma do aparelho repressor. “Meu pesadelo era que o meu nome estivesse no caderninho de endereço de alguma pessoa presa”, conta.
Parte da história desses cristãos aterrissará no Brasil na terça-feira 14, emaranhada no mais de um milhão de páginas do Projeto Brasil: Nunca Mais repatriadas pelo Conselho Mundial de Igrejas. Não que algum deles tenha conseguido esquecer, durante um dia sequer, aqueles anos tão intensos, de picos de utopia e desespero, sustentados pela fé que muitos ainda nutrem. Para seguir em frente, Anivaldo Padilha trilhou o caminho do perdão – tanto dos delatores quanto dos torturadores. Em 1983, ele encontrou um de seus torturadores em um baile de Carnaval. “Você quis me matar, seu f.d.p., mas eu estou vivo aqui”, pensou, antes de virar as costas. Enquanto o mineiro, que colabora com uma entidade ecumênica focada na defesa de direitos, cutuca suas memórias, uma lágrima desce do lado direito de seu rosto e, depois de enxuta, dá vez para outra, no esquerdo. Um choro tão contido e vívido quanto suas lembranças e sua dor.
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Fonte: IstoÉ