quinta-feira, 21 de abril de 2011

Prontos a morrer, não a pecar

Postado por: Edson Araújo às 17:15 Comente

Prontos a morrer, não a pecar

Referência: Daniel 3.1-30 INTRODUÇÃO
Referência: Daniel 3.1-30

INTRODUÇÃO

1. A sede pelo poder pode tornar você cego e louco – Nabucodonosor era um homem embriagado pelo poder. Ficou cego pelo fulgor da sua própria glória. Não se contentou em ser rei de reis, em ser o maior rei da terra. Ele quer ser deus, quer ser adorado.
2. Cuidado com a síndrome de dono do mundo – Não se contentou em ser a cabeça de ouro (capítulo). Agora constrói uma estátua toda de ouro de 30 metros de altura e ordena que todos os súditos do seu rei a adorem. Este rei megalomaníaco quer ser o centro do mundo.
3. O poder dos tiranos esbarra-se na fidelidade dos servos de Deus – O poder dos tiranos e dos déspotas sempre encontra seu limite em pessoas fiéis a Deus. Os três jovens hebreus são uma nota dissonante no meio daquela sinfonia de servilismo. Eles são intransigentes, inconformistas. A verdade é inegociável. Não transigem com os absolutos de Deus. Não vendem a consciência. Preferem a morte que a infidelidade a Deus. Estão prontos a morrer, não a pecar.
4. Este capítulo pode ser dividido em cinco partes:

I. A PROVA – V. 1-7

1. Os perigos da síndrome de querer ser Deus – v. 1-5
• Nabucodonosor não se contentou em ser rei de reis, ele quis ser Deus.
• Diante da revelação da soberania e triunfo de Deus na história (capítulo 2), em vez de se humilhar, exaltou-se.
• Ele institui o culto de si mesmo e a adoração de seus deuses e ordena a todos os súditos a se prostrarem e adorarem.
• Ele escraviza as consciências e usa a religião para consolidar a política.
2. As barbáries da religião totalitária – v. 6-7
• A religião totalitária exige a lealdade das pessoas pela força. Não conquista os corações, obriga as consciências. As pessoas se dobram por medo e não por devoção. É a religião do terror e não do amor.
• Estabelece uma pena para a desobiência, a morte.
• Estabelece um método para matar, a fornalha ardente.
• Nabucodonor institui uma inquisição bárbara, uma adoração compulsória, uma religião opressora.
• Quando a religião se desvia da verdade torna-se o braço da intolorância e da truculência.

II. A ACUSAÇÃO – V. 8-12

1. As pessoas ingratas têm memória curta – v. 8 (2:5,18)
• Os caldeus tinham sido poupados da morte pela intervenção de Daniel e seus amigos. Agora, eles de forma ingrata, acusam as pessoas que lhes ajudaram no passado e se livrarem da morte. A ingratidão é uma atitude que fére as pessoas e entristece a Deus.
• A acusação dos caldeus é maliciosa. A palavra hebraica significa “comer a carne de alguém”.
2. As pessoas invejosas tentam se promover buscando a destruição dos concorrentes – v. 12
• Os caldeus usam a arma da bajulação ao rei antes da acusação dos judeus.
• Os caldeus acrescentam um fato inverídico: “não fizeram caso de ti”.
• Eles não querem informar, querem a destruição dos judeus. Isso porque esses judeus foram constituídos sobre os negócios da província.
• A inveja foi o pecado que levou Lúcifer a ser um querubim descontente mesmo no céu e a se tornar um demônio. A inveja provoca contendas, brigas, mortes, desastres.
3. As pessoas fiéis entendem que fidelidade é uma questão inegociável
• A fidelidade a Deus é mais importante do que a preservação da própria vida – Eses jovens entendem que agradar a Deus é mais importane do que preservar a própria vida. A principal lição deste texto não é o livramento miraculoso, mas a fidelidade inegociável. Três jovens têm coragem de discordar de todos. De preferirem a morte ao pecado. Estão dispostos a morrer, não a pecar. Transigir não era uma palavra do vocabulário deles.
• A fidelidade incodicional não é uma barganha com Deus – Muitas vezes a nossa fidelidade a Deus nos levará à fornalha, à cova dos leões, à prisão, a sermos rejeitados pelo grupo, a sermos despedidos de uma empresa, a sermos rejeitados na escola. Nosso compromisso não é com o sucesso, mas com a fidelidade a Deus. Exemplo: O advogado do diabo.
• Ceder à pressão da maioria pode destruir sua vida mais do que fogo da fornalha – Muitos jovens crentes são tentados a ceder. Jovens cristãos são instados a se embriagarem com seus amigos ou a perder a virgindade antes do casamento. São tentados a mentir aos pais, a ver filmes indecentes, a curtir músicas maliciosas do mundo. O mundo tem sua própria fornalha ardente à espera daqueles que não se conformam em adorar seus ídolos. É a fornalha de ser desprezado, ridicularizado. Os que são fiéis a Deus são chamados de retrógrados. Cuidado com a opinião da maioria, ela pode estar errada.

III. A FIRMEZA – V. 13-18

1. Você não foi chamado para ser advogado de Deus, mas testemunha de Deus – v. 16-18
• Os três jovens não entraram numa discussão infrutífera. Eles não tentaram defender Deus. Eles apenas testemunharam dele, mostrando que estavam prontos a morrer, mas não a serem infiéis a Deus. Nabucodonosor tenta intimidá-los, dizendo que Deus nenhum podia livrá-los da sua mão (v. 15). Mas eles não tentam defender a reputação de Deus, procuram apenas obedecê-lo (v. 16-17).
• Os três jovens demonstram lealdade a Deus quando são promovidos e também quando são provados.
2. Você deve ter uma fé sem arrogância – v. 17-18
• Os três jovens dizem que Deus pode livrar, mas não dizem que Deus o fará. Eles não são donos da agenda de Deus. Eles não decretam nada para Deus. Eles não dizem: “Eu não aceito isto”, “eu rejeito isto”, “eu repreendo o fogo”, “o rei está amarrado”. Eles não determinam o que Deus deve fazer.
• Nem sempre é da vontade de Deus livrar seus filhos dos padecimentos e da morte. Jó 13:15: “Ainda que Deus me mate, eu ainda confiarei nele”. Tiago, Paulo, John Huss, William Tyndale foram mortos.
3. Você deve ser fiel a Deus não apenas pelo que Deus faz, mas por quem Deus é – v. 17-18
• Aqueles jovens não serviam a Deus por causa dos benefícios recebidos – A religião deles não era um negócio, uma barganha com Deus. Eles serviam a Deus por causa do caráter de Deus.
• Aqueles jovens tinham uma fé teocêntrica e não antropocêntrica – Hoje as pessoas buscam a Deus não por causa de Deus, mas por causa das dádivas de Deus. Querem bênçãos, não Deus.
4. Você deve fazer o que é certo e deixar as consequências nas mãos de Deus – v. 17-18
• Nossa função é sermos fiéis, não administrar resultados. É melhor ser morto prematuramente e encontrar o reto juiz em paz do que viver um pouco mais e encontrá-lo em terror.
• Precisamos continuar crendo em Deus apesar das circunstâncias. Mais da metade de todos os mártires da história viveram no século XX. Ainda hoje, muitos irmãos nossos preferem a morte nas prisões do que a liberdade no pecado.

IV. A LIBERTAÇÃO – V. 19-25

1. Cuidado com a fúria descontrolada, ela é insensata
• Nabucodonosor está cheio de fúria e transtornado. Uma pessoa furiosa e transtornada torna-se inconsequente e insensata:
a) Desafia a Deus – v.15;
b) Manda aquecer a fornalha sete vezes – v.19
c) Mandar atar as pessoas antes de jogá-las no fogo – v. 20
d) O fogo queimou outras pessoas – v. 21
2. Deus não nos livra dos problemas, mas livra nos problemas – v. 24-25
• Deus não impediu a fabricação da imagem
• Deus não impediu que Nabucodonosor acendesse a fornalha
• Deus não impediu a divulgação do decreto
• Deus não impediu que os três jovens fossem acusados
• Deus não os livrou da fúria do rei nem do fogo da fornalha
• Deus não impediu que eles fossem atados e jogados na fornalha acesa e aquecida sete vezes mais.
• MAS Deus os livrou na fornalha (Is 43:1-3).
3. Deus transforma o instrumento de morte em instrumento de livramento – v. 25,27
• O fogo os libertou das amarras e Deus os libertou do fogo. O fogo só queimou as cordas que os prendiam. O fogo os libertou das cordas e Deus os libertou do fogo.
• Eles foram atados e jogados ao fogo. Mas, eles não foram tirados do fogo. Eles saíram do fogo. Eles foram jogados presos e saíram livres (v. 26)!

4. Quando todos os recursos da terra acabam, encontramos o livramento do quarto Homem, ainda que no meio da fornalha – v. 24-25

• O livramento do Quarto Homem pode ser traduzido em três coisas: 1) Presença; 2) Preservação; 3) 3) Promoção.
• Deus desce para estar conosco na hora da nossa maior aflição. Ele é Deus conosco nas provas, nos vales, na dor, na solidão, na perseguição, na doença, no luto, na fornalha, na morte. Ele é o quarto Homem.
• O livramento no fogo é a estratégia de Deus. Quando somos fiéis a Deus, ele tem um encontro conosco na fornalha. Só temos duas escolhas: ficamos fora da fornalha com Nabucodonosor ou dentro dela com Cristo. O lugar do calor da prova, é o memso lugar da comunhão íntima com Cristo.
• Não há fornalha ardente que possa destruir o povo de Deus. O Quarto Homem sempre vem ao nosso encontro. Ele prometeu: “Eis que estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos”.
• Qual é a sua fornalha hoje? Hoje o Quarto Homem pode vir ao seu encontro e trazer-lhe livramento.
a) Problemas familiares?
b) Problemas financeiros?
c) Problemas espirituais?

V. A PROMOÇÃO – V. 26-30

1. Quando você honra a Deus, Deus o honra – v. 26
• O mesmo rei que ficou com o rosto transtornado de ira contra eles, agora os chama reverente de servos do Deus altíssimo (v. 26).
• O mesmo rei que decreta a morte deles, agora os faz prosperar (v. 30).
2. Quando você é fiel a Deus, o nome de Deus é exaltado – v. 28-29
• O mesmo rei que pensou que nehum Deus poderia livrar os jovens da sua mão, agora está bendizendo a Deus e reconhecendo que não há Deus que possa livrar como ele.
• Deus é glorificado e os servos de Deus promovidos, onde a igreja responde às pressões do mundo com uma fidelidade inegociável.

CONCLUSÃO

• Muitos homens de Deus já estiveram na fornalha: Abraão em Moriá; Jacó no vau de Jaboque; José na prisão; Davi na caverna; Daniel na cova dos leões; Pedro no cárcere; João na ilha de Patmos. Todos esses experimentaram também a presença consoladora e libertadora do Quarto Homem na fornalha.
• O Quarto Homem sempre vem ao nosso encontro quando os nossos recursos acabam. Ele está conosco sempre. Eles caminha conosco no meio do fogo da dor, da doença, do abandono, da solidão, do luto, da morte.
• Quando o Quarto Homem nos faz sair da fornalha, até nossos inimigos precisam reconhecer a majestade de Deus e dar glória ao seu nome (v. 28). Deus nos promove quando saímos da fornalha. Saímos dela mais fortes e mais pertos de Deus!

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