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quinta-feira, 28 de junho de 2012

Pastores comentam sobre o consumo de bebidas alcoólicas por cristãos

Postado por: Unknown às 13:26


Alguns são arbitrariamente contra, outros aprovam o consumo desde que seja moderado


Pastores comentam sobre o consumo de bebidas alcoólicas por cristãos
O consumo de bebidas alcoólicas por cristãos é um assunto que divide opiniões. Enquanto algumas igrejas permitem o consumo moderado, outras condenam completamente. Mas afinal, a Bíblia proíbe ou não o consumo de bebidas alcoólicas?
Há quem defenda que na Bíblia há apenas a condenação para a embriaguês, como diz o bispo Josep Rossello Ferrer, moderador da Igreja Anglicana Reformada no Brasil. “Não se pode afirmar que a Bíblia condena a bebida. Encontramos nas Escrituras avisos claros contra o estado de embriaguez, que leva à perda do controle dos sentidos, mas não vemos nenhuma restrição ao consumo moderado”.
Ferrer é espanhol e conhece o hábito dos europeus de beberem vinho e cerveja, até mesmo os cristãos protestantes consomem essas bebidas e por isso ele acredita que o costume está ligado à cultura, cultura esta que foi trazida ao Brasil por diferentes missionários.
O pastor Hernandes Dias Lopes também falou sobre o tema em reportagem exclusiva da revista Cristianismo Hoje dizendo que o assunto é delicado, mas que os líderes devem tratá-lo biblicamente, sem se basearem na questão do “pode ou não pode”.
“Este é um caminho que pode construir uma ética farisaica e uma espiritualidade rasa”, disse Lopes que também mostra preocupação diante da violência gerada por pessoas alcoolizadas e pelo crescente consumo entre os jovens.
“Dessa maneira, não se pode fechar os olhos para a realidade de tantas tragédias pessoais decorrentes da bebida e das perspectivas da juventude brasileira, que está sendo consumida pelo álcool”. A dica do pastor presbiteriano é simples: se beber pouco é motivo de escândalo, então se abstenha de beber.
Já para o pastor episcopal Carlos Moreira dizer que o álcool é ruim é “atribuir mal a Deus, que o fez”. Por ser Deus o criador de todas as coisas, Moreira não concorda com a proibição do consumo. “Deus é santo, e em Salmos 104.15 aprendemos que ele fez o vinho, que alegra o coração do homem, assim como o azeite que faz reluzir o seu rosto e o pão, que lhe fortalece”.
Moreira mora em Recife e conta que uma vez foi visto por um membro de sua igreja bebendo cerveja em um restaurante. “Com tom condenatório, aquela pessoa perguntou-me como eu podia estar bebendo”. A resposta, simples e até bem humorada – ‘Minha irmã, não quero e nem posso ser melhor do que Jesus’”.
Contudo ele é a favor da moderação e reconhece que o alcoolismo é um problema grave, afirmando que nenhum cristão deve oferecer motivo de tropeço a um irmão sob o jugo desta doença. Mas o pastor Carlos Moreira também não concorda em ter que eliminar uma coisa só porque há quem abuse da liberdade em usá-la.
“Ora, os homens são levados ao erro por conta de mulheres e bebidas. Deveríamos nós abolir as mulheres?”, diz ele.
Entrevistados levam o assunto mais adiante, Edson Araújo, de Belém do Pará (Membro da AD Igreja-Mãe) diz: "Além de deixá-lo fora de sentido, a compra de tais produtos podem cada vez mais enriquecer as cervejarias, e assim, posteriormente, com o enriquecimento dos mesmos, podem ajudar a destruir os mesmo jovens que são tão difíceis de pescar para a igreja do Senhor".

sábado, 17 de setembro de 2011

Drew Shirley do Switchfoot fala sobre novo álbum da banda

Postado por: Unknown às 08:48


Confira a entrevista com Drew Shirley concedida em um festival em Michigan – USA.
Drew Shirley do Switchfoot fala sobre novo álbum da banda
Switchfoot está em preparação para lançar seu oitavo álbum de estúdio (com distribuição no Brasil pela Canzion) em setembro. A Icônica banda de rock que sempre viveu paralelamente no mundo gospel e secular demonstra a cada álbum como é profunda e relevante em ambos os cenários. Vice-Verses veio para confirmar esse legado, mostrando uma música incomum através das guitarras, baixo e bateria. A banda chama esse disco de “a gravação mais ‘cheia de alma’ até o momento”, e eles mal podem esperar para que os fãs vivam essa experiência.
Confira a entrevista com Drew Shirley concedida em um festival em Michigan – USA.
Eles falam de ‘Vice-Verses’, composição, fé e música.
O que é ‘Vice-Verses’ pra você?
Uau. Vice Verses pra mim? Vamos ver. É um álbum muito especial. Pessoalmente, eu sinto que eu me encontro nesse disco e eu acho que a banda inteira também.
Esse é nosso álbum mais “cheio de alma” até hoje. Acho que é o nosso trabalho mais introspectivo, mas também o mais gostoso de ouvir. Acho que essas canções são as mais francas e pessoais que já fizemos. Um produtor nos perguntou assim “Cadê as canções que só o Switchfoot consegue cantar”? Então eu pensei, estamos trabalhando para aperfeiçoar as canções desse álbum mais do que de qualquer outro que fizemos. Musicalmente, focamos mais no baixo e na bateria, uma coisa que não fazíamos antes. Foi como a experiência de se isolar em uma caverna e descobrir o que soava mais certo. Tem algumas canções em que o John (Foremam – vocalista)
fala em vez de cantar. Deu um efeito super legal e é um tipo de som diferente para nós.
Essa gravação foi antes de tudo divertidíssima para todos nós. Me explica o que você quer dizer com esse álbum ser “O mais cheio de alma”.
“Dark horses” é o primeiro single que o publico está ouvindo. Ele é carregado de histórias de espíritos opressores e há muito a fazer sobre isso. Pensamos muito nas crianças sem teto que temos contato no “Center For Kids” de San Diego, que nós ajudamos a mater. Há algumas canções que (ele põe a mão no rosto) Deus, a última canção do álbum, “Where’ I Belong” o nome dela. Essa canção me faz chorar ás vezes. É uma canção muito sobre quem nós somos e como procuramos encontrar nosso lugar, não só no mundo musical, mas no mundo em que vivemos como homens.
Há um anseio nesse registro que, eu acho, o Switchfoot está sentindo. Somos conhecidos por deixarmos aquela sensação de reflexão, que faz quem ouve as canções pensar e refletir. Somos uma banda que faz mais perguntas do que dá respostas. Há canções como “Restless” e “Where I Belong” que tem um espírito de adoração muito forte. Manifestam uma busca constante, um desejo intenso de alcançar. “Selling the News” tem muito de comentário social, que é também um tipo de canção que o Switchfoot gosta muito de fazer. E então temos “The War Inside” que é uma musica muito honesta sobre lutar pelo que você acredita, pelo que você é no interior. É uma música que reflete muito nossa alma. Isso é música “cheia de alma” temos um álbum inteiro assim. Quando eu digo que é o álbum mais “cheio de alma” eu acho que é nesse tipo de coisa que estou pensando. Nossas lutas, nossas guerras pessoais estão em aberto neste disco.
O quanto você está envolvido no processo de composição das letras?
Bom, em uma gravação típica, o John faria a canção em formato acústico e depois mostraria para a banda. Nós a ouviríamos e diríamos o que pensamos sobre ela, arranjos, letras e tudo o mais. O John não é ciumento com as canções que ele começa a compor. A banda é muito colaborativa, todos têm um pouco a dar para que a canção tenha a cara do Switchfoot. Acho que o que eu fiz foi algo muito mais implícito a música e arranjos, a forma de como expressar palavras em sons.
Parece que você é muito conectado com as letras que o John escreve. É sempre esse o caso?
Sim. Várias das canções são sobre o que vivemos juntos, o que pensamos e sentimos na estrada. Se estamos juntos em um carro por vários meses, é natural que saiam canções disso que mostrem a verdade de todos nós. Passamos muito do nosso tempo juntos, às vezes damos entrevistas e depois continuamos as conversas entre nós, surgem muitas canções desse nosso dia a dia. Estamos todo muito ligado as canções pessoalmente.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Em entrevista, Aline Barros fala sobre milagre de Deus em sua voz

Postado por: Unknown às 23:58

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Aline Barros comentou sobre sua vida e ministério para a Contigo! Online, afirmando que quando teve um problema na voz ela pode ver o amor de Deus sobre ela, trazendo a cura antes do que os médicos previam.
Em 2003 a cantora teve um nódulo na garganta, o que fez com ela perdesse quase 100% da voz, tendo muitas dificuldades para falar e principalmente para cantar. “Há mais ou menos uns oito anos, comecei a apresentar alguns problemas na minha voz e logo depois que o Nicolas nasceu fiquei praticamente sem voz. Apenas com 5% dela,” disse Aline para a publicação.
Os médicos chegaram a pedir para que ela parasse de cantar e deram o prazo de até seis meses para recuperar a voz.  Aline confessa que chorou muito e teve muito medo, mas nesse momento ela se sentiu cuidada por Deus.
“Me senti cuidada, amparada, abraçada, que não tinha sido esquecida, estava passando por uma situação muito difícil que marcou a minha história, mas esse momento serviu para que eu pudesse aprender, amadurecer, crescer, fortalecer a minha fé e superar os meus limites.Confiando em Deus, tive praticamente num tempo recorde de 1 mês a minha voz completamente restaurada. Isso pra mim é um milagre. ”
Aline conta que enquanto se recuperava dessa enfermidade ela gravava com muita dificuldade o CD Fruto Desse Amor, e foi com esse álbum que ela ganhou o primeiro Grammy Latino, em 2004.
Para o site a cantora evangélica também falou sobre seu casamento com o ex-jogador Gilmar Santos, chegando a dar uma dica para as mulheres que estão em crise conjugal.
“O meu conselho é que realmente ela não desista porque o que me vem à memória é justamente isso: o primeiro milagre que Jesus realiza é dentro de um casamento, isso para que possamos perceber o quanto é importante, quanto Deus valoriza a família. Não vamos desistir de amar, não vamos desistir de reconstruir a nossa família, vamos trazer de volta Jesus para dentro da nossa casa e certamente a história será mudada, vai ser diferente, a história vai ser muito melhor do que era no início.”
Leia a entrevista na íntegra:
Contigo! Online: Você é uma das cantoras mais requisitas da música gospel. Como concilia seu lado profissional e sua família?
Aline Barros: Realmente, a minha agenda não é uma coisa muito simples e muito fácil de lidar, de organizar, mas com sabedoria a gente consegue fazer com que todos os detalhes sejam valorizados. Tudo aquilo que considero importante na minha vida, especial na minha vida, tento aproveitar de uma forma única e especial. Tenho tempo para cuidar do meu filho, do meu marido, da minha vida profissional, da minha vida ativa dentro da igreja. Então, embora seja uma agenda cheia de compromissos, cheia de atividades, com várias coisas importantes, graças a Deus, tenho sido bem sucedida em todas as aéreas.

Contigo! Online: Um casamento duradouro no meio artístico é raro hoje em dia. Além do amor, o que você acha que fortifica seu relacionamento?
AB: Eu não entendo nada de engenharia, mas tem uma coisa eu tenho certeza, quando nós construímos a nossa casa na rocha, e não sobre a areia, poderão vir os ventos, as tempestades e ela certamente continuará de pé porque seus fundamentos, suas estruturas estão sobre a rocha. Isso é o que a Bíblia tem me ensinado, o meu relacionamento é fortalecido porque foi construído e tem sido solidificado sobre essa rocha que é Jesus Cristo. Então, tudo flui com mais facilidade, a gente aprende a perdoar, a honrar, a respeitar, a amar e a pedir perdão. É tão lindo quando isso é construído, não somente depois de um casamento, mas até mesmo antes, no período de namoro, no qual você está conhecendo aquela pessoa com quem você vai fazer uma aliança eterna. Esse é um momento especial e importante para começar a construir essa base, fundamentar esse relacionamento sobre os princípios de uma palavra que vai reger a sua vida, a sua história e o seu casamento futuramente, a sua vida a dois, vocês vão sonhar juntos, vocês vão conquistar juntos, vocês vão crescer juntos, vocês vão passar por problemas juntos e sair vencedores.
Contigo! Online: Você, como pastora, também é uma orientadora. Qual conselho você daria para uma mulher que estivesse em crise conjugal?

AB: O meu conselho é que realmente ela não desista porque o que me vem à memória é justamente isso: o primeiro milagre que Jesus realiza é dentro de um casamento, isso para que possamos perceber o quanto é importante, quanto Deus valoriza a família. Não vamos desistir de amar, não vamos desistir de reconstruir a nossa família, vamos trazer de volta Jesus para dentro da nossa casa e certamente a história será mudada, vai ser diferente, a história vai ser muito melhor do que era no início. Então, esse é o meu conselho para todas as pessoas que estão passando por momentos difíceis. Os momentos difíceis podem chegar em qualquer casamento, em qualquer família, mas se a sua base for forte, tudo passará.

Contigo! Online: Como foi o problema que passou com a sua voz no passado? Por que aconteceu?
AB: Realmente tive um problema um pouco antes de ganhar o Nicolas. Há mais ou menos uns oito anos, comecei a apresentar alguns problemas na minha voz e logo depois que o Nicolas nasceu fiquei praticamente sem voz. Apenas com 5% dela. As palavras que eu recebia dos médicos era as de que eu praticamente teria que parar de cantar porque eu mal estava falando. Me deram o prazo de seis meses para recuperar a minha voz e tudo aquilo me tirou o chão. As palavras vêm com muita força em nossa direção e o medo começa de certa forma a dominar a nossa mente e a nossa vida. E naquele momento difícil pude sentir verdadeiramente o amor de Deus de uma forma muito especial sobre a minha vida. Muitas noites passei chorando, preocupada, mas junto com meu marido pude lembrar do cuidado de Deus.
Me senti cuidada, amparada, abraçada, que não tinha sido esquecida, estava passando por uma situação muito difícil que marcou a minha história, mas esse momento serviu para que eu pudesse aprender, amadurecer, crescer, fortalecer a minha fé e superar os meus limites.Confiando em Deus, tive praticamente num tempo recorde de 1 mês a minha voz completamente restaurada. Isso pra mim é um milagre. Os médicos ficaram muito impressionados. Haviam dado um prazo de 6 meses e em apenas 1 mês já estava com minha voz restaurada 100%. Nesse período estava gravando o CD Fruto Desse Amor. Fiz com muita dificuldade e vi Deus honrando a minha vida, foi com esse trabalho que ganhei meu primeiro Grammy Latino, em 2004. Foi um presente de Deus pra mim.
Contigo! Online: Várias vertentes da igreja evangélica se modernizaram ou podemos falar que se adequaram com os tempos modernos. Algumas aceitam o casamento gay. Você concorda?
AB: Olha a igreja pode até se tornar uma igreja moderna, atual e ficar integrada com tudo que está acontecendo, como o crescimento tecnológico. Pode ser uma igreja atual, ser moderna, mas os fundamentos da palavra de Deus, nos quais nos baseamos e firmamos a nossa vida e caminhamos, não mudam, não se atualizam e nem se tornam modernos, eles são sempre os mesmos porque a palavra de Deus não muda. O que eu concordo é com os princípios da palavra de Deus, esses sim são valorosos pra mim, esses sim eu não abro mão. É isso que eu vivo, é isso que eu prego e eu acredito.
Contigo! Online: Como é a Aline Barros como mãe? Você é durona na educação, verifica o dever de casa? Como está à expectativa para a chegada de mais um na família?
AB: Aline Barros como mãe? Considero-me uma mãezona! Amo ser mãe! Sou uma mãe extremamente consciente do meu dever, da minha missão. Tudo o que eu faço, faço com amor. Da minha parte sempre vai haver essa dedicação e esse empenho em passar para ele aquilo que eu acho que é correto. Os princípios, os valores, a minha vida, principalmente como testemunho para ele também é importantíssimo, eu preciso ser referência para o meu filho.Se você vive aquilo que você fala tocará muito forte ao coração do seu filho, e para nós é uma alegria poder ver o Nicolas com oito anos entendendo e abraçando aquilo que a gente têm ensinado. O Nicolas tem assimilado aquilo que temos passado de uma forma muito especial.
Sempre falo para o Nicolas que o nosso maior tesouro é a palavra de Deus. Que não podemos deixar os valores se perderem ao longo dos anos, dentro de uma família, o respeito com os pais, a honra, a obediência, a verdade, ser um homem de caráter, de palavra… Passo tudo isso para o Nicolas saber lidar com as situações da vida, no momento que precisamos corrigir, vamos corrigir sim, com amor, não com ódio, com raiva. Filho é um presente que Deus nos dá e que precisamos conduzi-los para tomar decisões acertadas, baseadas na palavra. Amanhã, certamente, serão homens, mulheres, uma geração bem sucedida, uma geração que vai conquistar, sonhar e acreditar nos seus sonhos e não desistir deles. Estou grávida de mais um baby, agora vem uma menina que se chamará Maria Catherine. Ela já é uma princesa, assim como o Nicolas é um príncipe, chegará em outubro para alegrar ainda mais a nossa casa, a nossa família. Estamos felizes! Um casalzinho é tudo de bom.
Contigo! Online: Você sofreu algum preconceito por ser uma cantora gospel? Acha que esse tipo de música ainda sofre preconceito?
AB: O que percebo é que ao longo dos anos a música gospel tem conquistado um espaço muito grande, muitos tabus têm sido quebrados ao longo desses anos. Particularmente, sempre fui muito respeitada, as pessoas que curtem um trabalho independentemente da religião, gostam de mim, daquilo que faço, pela verdade que passo, pela verdade da mensagem que falo, fora do meio evangélico graças a Deus, tenho o respeito das pessoas. Então, pra mim é muito bom chegar num lugar e ver pessoas de diversas religiões, pessoas que estão abertas a essa mensagem de esperança de alegria, receberem com a sua mente com seu coração abertos.
Acho que a música gospel, a cada dia que passa, tem se posicionado de uma forma muito especial, tem conquistado seu espaço na mídia, no coração das pessoas, principalmente aqui… o brasileiro é um povo muito aberto, é um povo que tem desejado cada dia mais ouvir algo diferenciado nesse tempo. É tão bom cantar para pessoas algo que vai mover o coração delas, a impulsionar o coração delas a sonhar novamente, a trazer de volta essa alegria que não existia mais, não falar de problemas, mas falar de solução, eu acho que é isso que o povo precisa e é isso que o povo espera. Sou uma pessoa que ama os desafios. Acho que fui uma das pioneiras e nunca tive medo. A minha vida é assim. Acho que a gente sonha com esses desafios, com essas oportunidades e quando eles surgem colocamos o pé mesmo e vamos em frente. Certamente Deus vai abençoar!
Fonte: Gospel Prime
Entrevista na Revista Contigo!

domingo, 3 de julho de 2011

“O Brasil não é homofóbico”, esclarece Magno Malta sobre motivos para que PL 122 seja arquivada

Postado por: Unknown às 16:52


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Em entrevista ao Congresso em Foco o parlamentar 
comenta sobre a violência contra os homossexuais e 
sobre o que aconteceria se tal projeto fosse aprovado

Em entrevista ao Congresso em Foco, o senador Magno Malta explicou seus motivos para agir contra o Projeto de Lei 122 e também deixou claro que ele só disse que iria renunciar caso o projeto fosse aprovado porque tem certeza de que a pauta não será aprovada, já que a maioria dos parlamentares da Comissão de Direitos Humanos é contra esse projeto.
O senador que é evangélico também comentou que encontrou o deputado federal Jean Wyllys no elevador e o convidou para uma conversa (que ainda não aconteceu). Magno Malta está disposto a, juntamente com ele, discutir um novo texto para barrar a homofobia.
“Um texto para dar satisfação ou descarga na consciência, porque a Constituição já diz que nós somos iguais. Então nós vamos criar um texto para dizer de novo que nós somos iguais, que o respeito dado ao índio, ao negro, ao judeu é o mesmo que tem de ser dado ao homossexual?” disse o senador.

Confira a entrevista na íntegra:

Congresso em Foco – O senhor chegou a dizer que renunciaria ao mandato caso fosse aprovado o projeto que torna crime a homofobia. A promessa continua de pé?
Magno Malta – O que eu quis dizer foi o seguinte: eu tento tanta certeza de que ele [o projeto] não vai ser [aprovado], que eu disse que renunciaria. Muitos eleitores, e mesmo pessoas da imprensa, deram publicidade a essa minha fala em outro contexto. No dia em que os hackers invadiram a página da presidenta Dilma, naquela madrugada também houve uma invasão à minha página, inclusive colocando a “digital” na invasão, porque citavam exatamente elementos para o que o PL 122 fosse aprovado, para que eu renunciasse. Estão tentando transformar isso numa luta entre evangélicos e homossexuais. E não é. Eu, que presido a Frente Parlamentar da Família, sei que tem pessoas de segmentos religiosos diversos, gente que não professa fé nenhuma, que pensa da mesma forma. E que fazem parte da Frente, e somos maioria absoluta na Comissão de Direitos Humanos. Qualquer coisa que vier [a favor do projeto], certamente não terá sucesso.
Mas quando a senadora Marta Suplicy fala que o projeto pode voltar à estaca zero, isso não significaria uma recuo na luta contra o preconceito?
Esse número [PL] 122 é podre. Não aprovaremos nada com esse número. Eu encontrei esse rapaz, o [deputado] Jean [Willys]. Estávamos eu ele e o ascensorista apenas, e eu disse a ele: “Você está falando muita bobagem a meu respeito”. Porque ele dá entrevista dizendo que meu discurso é odioso, que eu disse que todo homossexual é pedófilo. Isso é uma mentira, onde está escrito isso? Eu sempre faço a defesa da opção das pessoas. Eu disse a ele: “Olha, isso [o PL 122] apodreceu. Eu topo conversar com você, no meu gabinete. Vamos discutir um texto novo”. Um texto para dar satisfação ou descarga na consciência, porque a Constituição já diz que nós somos iguais. Então nós vamos criar um texto para dizer de novo que nós somos iguais, que o respeito dado ao índio, ao negro, ao judeu é o mesmo que tem de ser dado ao homossexual? Ou mesmo a um garoto que nasceu com deficiência, um garoto estrábico, que não pode ser zombado na escola? Ora… Então vamos fazer, só para dar descarga na consciência? Vamos fazer. Está na Constituição, são as relações de boa convivência. A nossa dívida constitucional é essa, é respeitar as pessoas, as suas opções. Agora, com a participação de todos os partidos, vamos começar do zero, com novo número. Porque o PL 122 é um defunto, está morto.
Qual o problema com o número 122?
Porque é o “PL da Homofobia”, coisa e tal. O Brasil não é homofóbico, esse termo é uma desgraça que criaram. Por exemplo, você chega em casa e vê um casal heterossexual se beijando em baixo de sua janela, você fala e pede: “Amigo, minhas crianças estão aqui”. Se você pedir para um homem e uma mulher, eles não vão pedir para você ser preso. Quer dizer que você pode falar para um casal hetero que se contenha e não pode falar para um casal homossexual? Isso é uma brincadeira!
Esse é um dos pontos do projeto, deputado. Na sua opinião, qual o pior ponto do PL?
Todos são muito ruins. Ele tem sutilezas demais. Uma das sutilezas brabas é essa: se você não aceitar a opção sexual de alguém, você comete um crime. Se esse texto for aprovado assim, estão legalizadas também a pedofilia, o sadomasoquismo, a bestialidade da relação com animais, a necrofilia, que é relação sexual com defuntos… Quer dizer, qual a lei que o juiz vai obedecer? Qual será a interpretação dele?
Mas isso que o senhor está citando é crime …
A lei maior se sobrepõe à menor. Vai ficar uma dúvida. O advogado do pedófilo vai poder pegar essa lei e alegar que essa é a opção sexual dele, que ele gosta de garoto de 9 anos de idade, de 2 anos. E aí? O juiz vai decidir como, se tem uma lei que diz que se você não respeitar a opção você é que é o criminoso? E o pedófilo deixa de ser criminoso. Olha que troço louco! Por exemplo, uma viúva pode dizer: “Meu defunto vai ficar aqui no prédio, eu quero viver com ele aqui mais dez anos, embalsamado. E o fedor entrando… A viúva pode levar um bode pra dentro do prédio, um jumento, até porque você só comete crime com animais silvestres e exóticos. Bode, jumento não estão nesse meio. Se isso for legalizado, como é que decide o juiz? São sutilezas. E essas pessoas que estão defendendo isso…
Mas, senador, será que não existe mesmo preconceito? Há, por exemplo, a questão da não contratação de homossexuais só por causa da orientação sexual…
Esse é outro absurdo. Se você não admitir um homossexual, cinco anos de cadeia. Se você demitir, sete. Se você não alugar seu imóvel, sete também. Dá problema de cadeia.
O senhor está dizendo que não será admitida a demissão de um homossexual se ele for incompetente?
Não vai! De jeito nenhum! E outra, se ele colocar o currículo na sua empresa, aí você se lascou. Você vai ter de admitir, se não vão ser sete anos de cadeia. Quer dizer, você pode demitir um negro, um índio, você pode demitir uma pessoa com deficiência. Você pode não alugar seu imóvel para um portador de deficiência que você não vai preso. Segundo o PL 122, se for um homossexual, aí você vai preso. Então, estão criando um império homossexual no Brasil, uma casta diferenciada em detrimento de uma grande maioria que não aceita isso.
Mas mesmo que o projeto tenha contradições, o senhor não teme que o acirramento dessa discussão possa aumentar os casos de violência contra homossexuais no país?
Não conheço essa violência que eles falam.
Mas e os casos registrados na Avenida Paulista, no centro de São Paulo?
Mas e a Cracolândia? E a Avenida Dom Pedro? E o Glicério, e a Praça da Sé, em São Paulo? Eu conheço a violência contra nordestinos, contra mendigos, contra meninos de rua, contra meninas de rua, que são violentadas, contra viciados. A violência que se faz quando se mata de fome milhares de famílias neste país, que são expostas ao relento. A violência é contra todos! Quem tem coragem de espancar ou matar um homossexual tem coragem de fazer isso com um idoso, um portador de deficiência. Não adianta trazer estatística, porque aí eu vou trazer mais estatísticas de gente que morreu no trânsito, atropelada por ricos. Por políticos bêbados, que se recusam a fazer [teste de] bafômetro]. Agora foi o [ex-deputado federal] Índio da Costa, antes foi o Aécio [Neves, senador], que não têm exemplo nenhum para dar a ninguém – um foi candidato a vice-presidente e o outro, agora, quer ser presidente. E se recusam a fazer bafômetro? E os anônimos, vão cobrar o quê dos anônimos? Então quer dizer que não tem proteção para um indivíduo que ficou tetraplégico porque foi atingido por um indivíduo desse, bêbado, na avenida? Tem proteção pro outro, que, para se proteger, diz que não faz bafômetro. Morre gente no trânsito todo dia, gente fica tetraplégica todo dia. O Brasil é um país violento. O uso e o abuso de drogas, que é o adubo da violência, faz vítimas todos dos dias, e não são homossexuais. É só ver as ocorrências de mortos pelos hospitais e delegacias que você vai ver que 99% são pessoas estavam vindo do trabalho, foram assaltadas, e morreram. Ou o cara que morreu dentro da rave [festa eletrônica], foi assaltar e morreu. Ou o outro que morreu dentro da boca de fumo. Essa história de colocar a violência contra homossexual para criar polêmica, que é um casuísmo muito grande, essa não vale.
O senhor teme ser comparado com o deputado Jair Bolsonaro?
Não. Acho que o homem é a sua decisão, é o que ele defende. E cada qual tem o direito de defender o que quer e o que acredita.
O que o senhor acha do deputado Bolsonaro?
Eu o respeito, porque ele tem posição. Só não respeito quem não tem posição, quem é camaleão, que fica da cor da situação para tirar proveito. Agora, ele é um sujeito incisivo, duro. Eu não. Eu sempre respeitei os homossexuais. Os homossexuais pagam imposto, trabalham, tem muitos prestando serviços a esse país, e precisam do nosso respeito. Eu trabalho na recuperação de drogados há 30 anos, e está cheio de drogados homossexuais. Eu sempre os recebi. Eu sou presidente de um partido que, em meu estado, tem travesti.
O senhor acha que homossexualismo é questão de doença?
Eu não entraria nesse mérito. Eu sei que Deus criou macho e fêmea. Fulana está grávida de um menino ou de uma menina. Você não diz que fulana está grávida de um homossexual, não existe isso! Agora, se o homem, por conta da sua cultura, quer se envolver com outro homem, isso é velho! No capítulo 1º de Romanos, a Bíblia diz o seguinte: “Por que se inflamaram na sua homossexualidade?”. Eu sou um homem cristão, e acredito nos moldes de Deus, macho e fêmea. Eu não acredito [em desvios sexuais], vou lutar até o final. Esse Senado da República não vai criar um terceiro sexo.
O senhor está certo, então, de que o projeto não será aprovado?
Completamente certo. Eu estou inclusive propondo banir essas audiências públicas e sugerir que se coloque em votação. Bota pra votar. Vamos enterrar esse defunto de uma vez, jogar terra em cima dele. E, se quiserem, vamos discutir um texto genérico só pra dar satisfação à consciência.
Então o senhor não vai renunciar…
De jeito nenhum.

Fonte: Congresso em Foco | Gospel Prime